Produção de casulo do bicho da seda retoma crescimento no Noroeste/PR
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Agronegócio

Produção de casulo do bicho da seda retoma crescimento no Noroeste/PR

Produtores estão animados com as inovações tecnológicas ao alcance deles
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Em menos de um ano do fim da crise econômica que atingiu os mercados de todo o mundo, o comércio da seda voltou aos patamares de dois anos atrás, tanto no mercado interno quanto no externo.

Com isso, produtores de casulos do bicho da seda que há um ano pensavam em abandonar a atividade, hoje, sentem-se seguros com o restabelecimento do mercado e com as perspectivas de preços ainda melhores.

O bom momento foi sentido durante um encontro de produtores de casulos realizado em Nova Esperança (a 46 quilômetros de Maringá).

De acordo com o técnico agrícola Oswaldo da Silva Pádua, da Emater na cidade, além de boas perspectivas, os produtores estão animados com as inovações tecnológicas ao alcance deles.

Pádua diz que a situação chegou a ser preocupante em 2008, no ano da crise mundial, quando os preços do quilo do casulo despencaram e os produtores chegaram a trabalhar sem lucro algum e, em alguns casos, até pagaram para produzir, porque os custos de insumos, como adubo, aumentaram.

"Muita gente chegou a sair da atividade", lembra, citando que isso afetou drasticamente a economia de Nova Esperança, maior produtor brasileiro de casulos, e de mais de 200 municípios paranaenses.

Em 2009, chegou a ser aventado que o ano terminaria com 60% dos produtores de Nova Esperança abandonando a atividade.

A terrível previsão não se confirmou, porque a crise acabou antes do ano e o mercado deu sinais de retomada da normalidade.

"Hoje, Nova Esperança tem mais de 400 barracões em franca produção, o que garante serviço para mais de 1.300 pessoas", diz Pádua.

O técnico destaca ainda que o município ganha novos produtores de casulos e incorpora mais áreas para o cultivo da amora, o alimento do bicho.

Antes das dificuldades na economia mundial, Nova Esperança chegou a ter 380 propriedades familiares cultivando 1,7 mil hectares de amora e criando o bicho da seda em 540 barracões. Isso garantia safras de aproximadamente 650 toneladas de casulos verdes.

O emprego de tecnologias apropriadas faz com que a produção média por hectare esteja acima da média estadual de 400 quilos por hectare e em algumas propriedades chegam a ser colhidos até 490 quilos por hectare destinado ao plantio de amora.

No Paraná, participam da atividade 4,5 mil produtores, criando bicho da seda em 5 mil barracões. A área cultivada de amoreiras chega a 11,5 mil hectares.


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