Produção goiana de leite deve cair até 4%

Agronegócio

Produção goiana de leite deve cair até 4%

Desaceleração da produção leiteira em Goiás é reflexo direto da crise de preço do produto no segundo semestre do ano passado, segundo a Faeg
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Apesar da recente alta nos preços pagos ao produtor, a produção goiana de leite pode cair até 4% este ano. A conclusão é de levantamento da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Goiás (Faeg). Segundo estimativa da entidade, o leite sob o Serviço de Inspeção Federal (SIF) em 2009 no Estado deve ficar ao redor de 2,2 bilhões de litros, contra os 2,3 bilhões de litros do ano anterior.

De acordo com a assessoria técnica da Faeg, tais dados resultam de projeções do desempenho no setor produtivo nos três primeiros meses do ano, apurado em pesquisa do IBGE. Segundo os dados do instituto, de janeiro a março a produção goiana de leite caiu 1,8%, passando de 621,75 mil litros para 610,40 mil litros.

O levantamento da Faeg indica que a queda na captação de leite foi especialmente acentuada nas cooperativas, chegando a 8,39% no primeiro semestre, em relação ao mesmo período do ano passado. "No geral, entretanto, nossa previsão é de que a queda de produção deva chegar aos 4% no ano", diz o diretor da Faeg, Lauro Sampaio.

Para o dirigente da federação, a desaceleração na produção leiteira do Estado é reflexo direto da crise de preço do segundo semestre do ano passado, quando o litro chegou a menos de R$ 0,50. "Desestimulado e, mais que isso, descapitalizado, o produtor não teve como bancar a produção de alimentação para o rebanho nesse período de estiagem", diz Lauro Sampaio, que também é membro da Comissão de Leite da Faeg.

Quanto à comercialização, o diretor diz que o processo está relativamente equilibrado, o que reforça a expectativa de estabilidade dos preços atuais. Segundo ele, o produtor está recebendo entre R$ 0,75 e R$ 0,76 por litro de leite, em média, patamar que considera importante para que o setor consiga operar com razoável equilíbrio.

"Como a previsão é de que também ocorra queda da produção no Sul, em função de problemas climáticos, nossa expectativa é de que os preços atuais se mantenham ou até melhorem", diz Lauro.


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