Produção na zona rural é reorganizada pela Vale
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Agronegócio

Produção na zona rural é reorganizada pela Vale

Moradores da zona rural de Parauapebas (PA) estão reaprendendo sobre suas práticas produtivas
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Moradores da zona rural de Parauapebas, sudeste do Pará, estão reaprendendo sobre suas práticas produtivas. Atividades econômicas tradicionais das 134 famílias da Área de Proteção Ambiental (APA) do Igarapé do Gelado, como horticultura e piscicultura, começam a ser realizadas com um diferencial: ser autosustentáveis. Resultado da Estação Conhecimento da Fundação Vale, a segunda implantada pela empresa no Pará.

A primeira Estação também é no Pará, no município de Tucumã, e já trouxe resultados para a comunidade local, como diversos alunos se destacando no atletismo. A Estação APA do Gelado, no entanto, é a primeira a ser implantada na zona rural. O lançamento oficial do projeto contou com a presença de autoridades, representantes das instituições parceiras e a comunidade beneficiada.

A ansiedade, misturada a um grande otimismo, era visível entre os agricultores. “Já fiz muita coisa errada com a terra. Hoje aprendi que não precisamos desmatar, queimar... Agora sabemos como é o certo para lidar com os recursos que temos”, disse o agricultor Germínio Salustiano, 62 anos. Natural de Minas Gerais, ele mora há quase 20 anos na APA do Gelado. A família dele é uma das 53 já beneficiadas com a ação da Vale no local, para a implantação da bovinocultura e produção de leite.

Rogério Gomes, coordenador do setor produzido da Estação, explica que o projeto prevê que cada produtor rural receba uma estrutura, com sala de ordenha e pasto rotacionado. Eles receberão também sete cabeças de gado cada um. A expectativa é que a partir de novembro, os agricultores já colham os primeiros resultados, com a fabricação de 13 mil litros de leite por dia. O destino da produção também já está definido, segundo Gomes.

“É para ser consumido pela Vale e pela Prefeitura”. Assim como na cadeia do leite, serão feitas ações para os setores de piscicultura, hortiticultura e avicultura. A Estação oferece o suporte técnico, a estrutura e garante a continuidade da cadeia até o consumo. Os agricultores vão pagar pelos equipamentos recebidos em parcelas.

Além do incentivo às atividades econômicas, o espaço reúne atividades de educação, esportes e cultura. Desde o ano passado, cerca de 200 filhos dos agricultores estudam na Escola Municipal Professor Jorge Amado, que foi instalada na Estação e reúne cinco escolas a comunidade. Os estudantes contam com salas de leitura, informática, dança e teatro. A Prefeitura de Parauapebas mantém os professores, além de disponibilizar o transporte e a merenda escolar.

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