Produção nacional de peixe deverá chegar a 5 mi de t em cinco anos
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Agronegócio

Produção nacional de peixe deverá chegar a 5 mi de t em cinco anos

projeção foi feita pela presidente da CNA e da FAET, senadora Kátia Abreu
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A produção nacional de peixe deverá crescer de 1,2 milhão de toneladas para 5 milhões de toneladas em cinco anos, passando a ocupar o 5º lugar na produção de peixe no mercado mundial. A projeção foi feita pela presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e da Federação da Agricultura e Pecuária do Tocantins (FAET), senadora Kátia Abreu, ao encerrar o seminário “Caiu na Rede é Lucro”, nessa segunda-feira (26/3), em Palmas (TO). “Mas, para isso, é preciso investir na qualificação de mão-de-obra e, principalmente, no licenciamento ambiental, que é o grande gargalo, não só no Tocantins, mas em todo o Brasil. No Estado, mais de mil produtores ainda trabalham na clandestinidade”, afirmou a presidente da CNA.


Promovido pela FAET, o seminário foi organizado com o objetivo de contribuir para o crescimento da produção de peixe no Brasil e no Tocantins. A atividade aquícola movimentou no Estado cerca de R$ 150 milhões no ano passado. Atualmente, o Tocantins ocupa o 24º lugar no ranking nacional, com a produção de 7.500 mil toneladas, mas o desafio é dobrar essa produção nos próximos anos.

Durante sua palestra sobre o tema “Peixe, a Nova Fronteira do Agronegócio”, a senadora Kátia Abreu informou que a FAET fará um mutirão em parceria com o Ruraltins e o Naturatins, a partir de abril, para licenciar todos os piscicultores. “Sem o produtor licenciado, os frigoríficos ficam impedidos de comprar o peixe produzido no Tocantins” lembrou Kátia Abreu. Atualmente, mais de mil piscicultores produzem no Estado, com a valiosa contribuição da Embrapa Pesca e Aqüicultura ((Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), instalada em Palmas para desenvolver pesquisas para o setor.


Tocantins é rico em recursos hídricos e possui mais de 150 mil hectares de lâmina d’água. São quatro hidrelétricas, sendo a maior delas a de Lajeada, com mais de 70 mil hectares de superfície. Tem potencial para produzir até 49 mil toneladas de peixe e gerar uma renda bruta em torno de R$ 245 milhões. O Estado possui oito estações privadas de alevinagem, quatro frigoríficos com o Selo de Inspeção Federal (SIF) e exporta principalmente para o Pará, Acre, Maranhão, São Paulo, Goiás, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso.

O seminário “Caiu na Rede é Lucro” reuniu as maiores autoridades de piscicultura do País. O chefe da Embrapa Pesca e Aquicultura, Carlos Magno, falou sobre o potencial do peixe no Tocantins e enfatizou que o centro de pesquisa tem o maior número de pesquisadores na área aquícola. O economista do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), José Alves Júnior, falou sobre o mercado brasileiro e mundial para a piscicultura. Lembrou que o País ocupa o 18º lugar na produção internacional de peixe, mas que pode mudar este cenário e tornar-se um dos maiores produtores do mundo.


Estiveram presentes no seminário o secretário da Agricultura Pecuária e Desenvolvimento Agrário, Jaime Café, que proferiu a palestra “Desenvolvimento da Cadeia Produtiva”; a presidente do Ruraltins e da Comissão Nacional de Aquicultura da CNA, Miyuki Hyashida, que falou sobre “A transversalidade da Aquicultura no Tocantins”, além de secretários de Estado, deputados federais, prefeitos, vereadores, produtores, empresários e presidentes de sindicatos rurais.


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