Produção regional de milho aumenta e preço despenca

Agronegócio

Produção regional de milho aumenta e preço despenca

Preço baixo para exportação do milho faz com que produtores mantenham o produto estocado
Por:
654 acessos

Um total de mais de 11 milhões de toneladas de milho, com uma média de mais de 4 mil quilos por hectare é o saldo da soma da safra normal e da safrinha do milho no Estado, que tem sua colheita em fase de conclusão. O volume é considerado alto, mesmo com as chuvas, que acabaram reduzindo a produtividade, mas não a ponto de extrapolarem as necessidades do mercado interno. O milho colhido de uma área plantada de 2,7 mil hectares também encontra dificuldades de escoamento para o mercado externo, abarrotando os estoques. Em nossa região, onde não se planta a safrinha (que representa 20% da produção total, aproximadamente), o problema é um pouco menor, mas existe. Muito do estoque da safra passada ainda não encontrou seu destino no mercado, permanecendo nos armazéns à espera de uma melhora nos preços. "O preço está muito baixo, e os produtores optam pelos contratos de opção subvencionados pelo governo", explica Sérgio Piaskowski, gerente da Conab em Ponta Grossa.

Os preços decrescentes nas últimas semanas são a conseqüência mais direta da estocagem remanescente das safra 2007/08, e para que haja reação dos preços, as exportações deveriam aumentar. Este panorama também é desfavorável, pois nacionalmente, no mês de junho, foram exportadas 159 mil toneladas, praticamente metade do que foi exportado no mesmo mês de 2008. "A R$ 18 a saca no mercado interno e também no porto, a situação fica realmente difícil. Mesmo assim o agricultor continua produzindo e colhendo, e aguardando para ver o que acontece", afirma o corretor de grãos Adriano dos Santos.

O excesso de oferta se agrava com outros fatores. "O dólar baixo atrapalha um pouco, pois acaba estimulando a importação do produto do Paraguai para abastecer o sul", diz o corretor. Segundo Santos, os leilões do governo deveriam ser mais ousados para regular os estoques do segundo semestre . "Mas o problema pode ser administrado. O produtor normalmente prevê a oscilação dos preços,e já antevemos uma melhora da situação para meados de setembro". No entanto, enquanto a exportação não apresentar a liquidez necessária, a situação do milho não dará amostras de destravamento.

Governo destina prêmio para escoamento do produto

Para apoiar a comercialização de grãos nos principais pólos produtores do país, a Conab - Companhia Nacional de Abastecimento - está subvencionando nesta semana o escoamento de 600 mil toneladas de milho e trigo cultivados nas regiões Centro-Oeste e Sul. É a segunda intervenção do governo para apoiar o comércio do grão.O leilão de PEP - Prêmio para o Escoamento do Produto - é destinado para 500 mil toneladas de milho produzido apenas no Distrito Federal, em Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. No dia 4 de agosto, a Conab deve realizar um terceiro leilão para 760 mil toneladas, sendo 500 mil toneladas apenas para Mato Grosso. A expectativa é de que ainda ocorram outros leilões, a fim de dar conta do volume produzido que precisa de apoio para ser comercializado.

E Mais

Os preços do milho encontram-se mais baixos na região Centro-Oeste, por conta da safrinha. No Mato Grosso, essa semana a saca chegou a apenas R$ 8. Lá a situação é mais grave, pois o milho chega a ser estocado a céu aberto.


Atenção: Para comentar esse conteúdo é necessário ser cadastrado, faça seu cadastro gratuíto.
  • Clicar no botão Entrar caso já possua cadastro no Agrolink
  • Se não tiver cadastro ainda em nosso site Cadastre-se gratuitamente e terá acesso a conteúdos exclusivos
  • Clique aqui todas as vantagens de fazer seu cadastro no Agrolink