Produtor de café voltará a ter preço de garantia


Agronegócio

Produtor de café voltará a ter preço de garantia

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Os produtores de café poderão fazer contratos de opção para esta safra. O governo lançará brevemente leilões abrangendo três milhões de sacas (60 quilos), ou equivalente a 11% da safra de 27 milhões de sacas. O voto será apreciado pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), na reunião de 30 de abril.

Do total a ser ofertado, 2,2 milhões de sacas são de café arábica e o restante de robusta. Metade do volume terá exercício em setembro e outros 50% em novembro. Para os contratos de arábica com vencimento em setembro, o preço será de R$ 220 a saca, chegando a R$ 230 em novembro. No caso do café robusta, o valor é de R$ 121 a saca em setembro e R$ 126 em novembro.

Segundo o secretário de Produção e Comercialização do Ministério da Agricultura, Lineu Costa Lima, os contratos serão lançados novamente porque em 2002 o mecanismo possibilitou aumento de R$ 1,2 bilhão na renda e US$ 400 milhões a mais nas exportações.

A proposta do governo será também analisada na terça-feira, em Vitória (ES), quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva estará reunido com o setor produtivo. O encontro marcará também o início das negociações da futura câmara setorial do café. Segundo o ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, o grupo será presidido pela iniciativa privada e terá caráter consultivo.

Ontem, durante o I Seminário Pensando o Café, realizado na Câmara dos Deputados, o vice-presidente da República, José Alencar, conclamou o setor a aumentar as exportações de produtos de maior valor agregado. Segundo ele, é inconcebível que o Brasil seja o maior produtor mundial de café e não seja também o líder nas exportações de café torrado e moído.

"Precisamos ser mais agressivos." Por isso, Alencar sugere que o Brasil comece a exportar com maior valor agregado, usando a marca de países que já têm este "know how" e, posteriormente, fizesse a marca nacional. "Isso não significa condenar a venda de commodities."


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