Produtor de Campo Mourão/PR começa a rezar pedindo chuva

Agronegócio

Produtor de Campo Mourão/PR começa a rezar pedindo chuva

Muitos ainda não receberam o seguro das perdas na soja e no milho de primeira safra e seguem acumulando dívidas
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Agricultores de Campo Mourão, na Região Centro-Oeste do estado, estão apreensivos em relação à colheita do milho safrinha, que deve ocorrer em até 90 dias. Eles investiram pesado na cultura na expectativa de colher bem para, com o lucro, pagar as dívidas da safra de verão. Muitos ainda não receberam o seguro das perdas enfrentadas na soja e no milho de primeira safra e seguem acumulando dívidas.

“O investimento na safra de verão foi de 320 sacas por alqueire (775 por hectare) com uma estimativa de colher 400 sacas (970/ha), mas a seca acabou com os planos. A média de colheita foi 186 sacas por alqueire (450 por hectare)”, lamenta o agricultor Juvercindo Gaia, de 44 anos, que aguarda uma definição do banco para recuperar parte do investimento. “Os técnicos acompanharam a colheita. Espero que o prejuízo seja coberto pelo seguro”.

Com o milho safrinha em fase de formação do pendão, Gaia acredita que deve colher uma média de 200 sacas por alqueire (484/ha). “O custo de produção está em 170 sacas por alqueire (411/ha), por isso a produção deve ficar nas 200 sacas. Caso o clima não colabore, a bola de neve da dívida vai aumentar. A situação pode se agravar se o preço da saca não subir”, avalia o agricultor, que investiu em novas variedades com a expectativa de uma boa colheita.

As expectativas estão nas previsões de que as chuvas vão aumentar gradualmente a partir da próxima semana. “Se o clima colaborar e tivermos pelo menos de 10 a 15 milímetros de chuva por semana, vamos atingir a expectativa. Tenho rezado todos os dias para isso”, conta Gaia.

Já o agricultor Marcelo Riva, que na safra de verão investiu para colher 350 sacas por alqueire (840/ha), mas por causa da estiagem colheu apenas 140 (338/ha), espera no mínimo 200 sacas na safrinha. “Não posso nem pensar na possibilidade de uma nova quebra. Se tudo correr bem com o clima, o lucro dessa safra vai tapar parte do rombo da passada”, relata.

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