Produtor de Mato Grosso inclui clima no custo de produção da soja que chega a R$ 3,4 mil por hectare

Agronegócio

Produtor de Mato Grosso inclui clima no custo de produção da soja que chega a R$ 3,4 mil por hectare

A semeadura da soja 2016/2017 em Mato Grosso avançou na semana passada 11,97 pontos percentuais no comparativo com a anterior.
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A semeadura da soja 2016/2017 em Mato Grosso avançou na semana passada 11,97 pontos percentuais no comparativo com a anterior. Em três semanas de trabalho nas lavouras os sojicultores mato-grossenses atingiram 16,48% dos 9,368 milhões de hectares destinados para esta safra. Apesar da celeridade, inclusive ante a safra 2015/2016, quando nesta época haviam sido plantadas 6,08% da área, os produtores seguem cautelosos quanto ao clima e ao custo de produção que atingiu R$ 3,4 mil por hectare em média em algumas regiões. Hoje, o clima está inserido no custo de produção, conforme especialistas.

O Médio-Norte e o Oeste mato-grossense são as regiões do Estado com os trabalhos mais adiantados com 24,47% e 36,31% de suas respectivas áreas já com as sementes. Já no Nordeste apenas 1,89% da área recebeu as máquinas. Os números são do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

O plantio da soja avança conforme as chuvas vão se regularizando. A previsão, como já comentado pelo Agro Olhar, é que a regularidade das chuvas no Estado ocorra a partir da segunda quinzena de outubro.

O clima, segundo o diretor técnico da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), Nery Ribas, foi incluso no custo de produção nesta safra 2016/2017. O custo médio de produção em Mato Grosso para esta safra é avaliado em R$ 3.032,76 por hectare, apresentando uma variação entre R$ 2.631,08 na região Centro-Sul e R$ 3.409,05 na região Nordeste, conforme o Imea. 

O clima, explica Nery Ribas, está inserido no custo de produção e planejamento do produtor mato-grossense diante a situação vivida na safra passada, onde chegou-se a colher quase 2 milhões de toneladas a menos que na safra retrasada e viu-se o custo subir com a necessidade de replantio.

"As chuvas em algumas regiões estão bem localizadas, mas é insuficiente ainda para o plantio. Porém, há determinados locais que já choveu 200mm, havendo então um condição para a semeadura. Quem inicia geralmente agora é quem quer fazer algodão e milho. Nós recomendamos que os produtores fiquem atentos em função do custo de produção. O custo para soltar a plantadeira, com semente, que não é barata, com sementes tratadas, que é custo alto, uma adubação já feita, uma produção que é cara para você soltar. O pessoal está ficando atento a isso. Aonde vem chovendo está plantando devagar", alerta Nery Ribas em entrevista ao Agro Olhar.


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