Produtor de Piracicaba (SP) comemora boa fase da laranja

Agronegócio

Produtor de Piracicaba (SP) comemora boa fase da laranja

Os 5.000 pés de laranja rendem 10 mil caixas/ano do produto
Por: -Redação
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Os 5.000 pés de laranja plantados em cinco alqueires de uma propriedade com mais de 100 anos, adquirida pelo bisavô e hoje entregue aos cuidados do pai, rendem 10 mil caixas/ano do produto, comercializadas, em sua maioria, nos varejões piracicabanos, resultado que deixa o produtor Osmar Bonin, 41, extremamente satisfeito.

Atuando na rede municipal de varejões de Piracicaba (SP) desde o dia 10 de junho de 1985, quando iniciou numa pequena banca colocada num canto do varejão Central, ele hoje é considerado o maior vendedor do produto e comercializa, semanalmente, 350 caixas.

O freguês tem duas opções: comprar por dúzia, num preço que varia de R$ 0,80 a R$ 1,20, dependendo da variedade da laranja, ou por caixa, cujo custo varia entre R$ 10 e R$ 13. O excedente da produção não colocada nos varejões semanalmente é vendida para as indústrias produtoras de suco, lanchonetes e restaurantes, a R$ 12 a caixa de 40,8 quilos, volume um pouco maior do que as caixas comercializadas em Piracicaba.

Osmar explica que os 5.000 pés garantem uma autonomia de produção de 10 meses por ano –– nos outros dois compra de outros produtores, mas, para isso, é preciso plantar diversas variedades, considerando que a laranja é uma fruta de época.

Assim, sua opção foi por plantar três espécies de laranja lima, laranja pêra, baiana, cravo, poncã, pêra rio, natal, valência e barão. Outro método utilizado por ele é o de mudar o porta enxerto, o que altera o ciclo e garante a produção na maior parte do ano.

Antes de “descobrir” Piracicaba, Osmar atuava num varejão municipal criado pela Prefeitura de Limeira, com uma estrutura grandiosa e com um resultado de vendas que ele classifica de “astronômico”. Como o local era grande, o prefeito da época começou a utilizá-lo para outros eventos e, quando isso acontecia, o varejão era suspenso. Essa irregularidade afastou a clientela e tornou o negócio inviável.

Osmar, então, percebeu que como naquela época nos arredores de Piracicaba não havia produtores de laranja, os comerciantes locais compravam dele o produto. Fez um cálculo rápido e decidiu fazer a venda direta nos varejões, onde atua até agora.

A qualidade de seu produto garante a fidelidade de sua freguesia, tanto que, 80% das pessoas que compram suas laranjas fazem isso todas as semanas. Osmar cita especialmente um de seus clientes –– o professor Carlos Cherubin, que fez sua primeira compra no dia 10 de junho de 1985 e permanece comprando até hoje.

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