Produtor de SC está recebendo mais pela carne suína

Agronegócio

Produtor de SC está recebendo mais pela carne suína

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A suinocultura em Santa Catarina se aproximou nesta semana de um patamar considerado ideal. A baixa do dólar, em relação ao real, e a escassez de oferta de carne suína levou a cotação do produto dentro do sistema integrado a quase atingir a marca de um dólar por um quilo. Desde ontem, todas as principais agroindústrias de Santa Catarina estão pagando R$ 2,50 pelo quilo vivo. Com a bonificação da carcaça, o valor recebido pelo produtor chega a R$ 2,65, em média.

Como o dólar comercial fechou ontem a R$ 2,717, depois de cinco anos o preço do quilo do suíno voltou a se aproximar de um dólar, nível de preço que garante ao produtor uma boa rentabilidade. Com a retomada das exportações para a Rússia, a tendência é de que a remuneração do quilo vivo, com a bonificação da carcaça, possa até ultrapassar o patamar de um dólar antes do final ano. No curto prazo, não há como aumentar a oferta e o consumo interno, uma vez que o período de festas de final de ano é a melhor época para a atividade.

O efeito colateral do bom momento para o produtor é o aumento de preços para o consumidor. O presidente da Associação Catarinense dos Criadores de Suínos (ACCS), Wolmir de Souza, apressou-se ontem, por meio da página eletrônica da associação na Internet, a esclarecer que o suinocultor não é o culpado pelo encarecimento da carne suína. "É pertinente lembrar que, enquanto o consumidor paga 50% a mais pela carne suína no supermercado, o valor pago ao produtor subiu apenas 23%", afirmou Wolmir.

O presidente da ACCS usa as estatísticas dos últimos oito anos para mostrar que o aumento na remuneração do produtor é justa. De 1995 até 2003, apenas em 2001 os produtores fecharam o com lucro, que foi R$ 9,60 por suíno entregue à agroindústria. Já em 2002, o prejuízo por animal chegou a R$ 53,60. Para Wolmir, a maior parte do lucro da atividade não está com o suinocultor, mesmo em momentos de ganhos acima da média, como o atual.


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