Produtor do Mato Grosso se rende ao transgênico

Agronegócio

Produtor do Mato Grosso se rende ao transgênico

Maior produtor de soja do país, Mato Grosso demorou a se render ao avanço da biotecnologia da oleaginosa
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Maior produtor de soja do país, Mato Grosso demorou a se render ao avanço da biotecnologia da oleaginosa. Enquanto que no Rio Grande do Sul o uso da transgenia corresponde a 88,1% da sua produção, a maior do Brasil.

A insegurança do produtor mato-grossense era de utilizar sementes sem nenhuma garantia de produtividade na lavoura, uma vez que não havia comprovação científica de sua eficiência em solo do cerrado, diferente da Argentina, de onde a maioria dos grãos chegava de forma clandestina, uma vez que plantio e a comercialização no Brasil não eram autorizados.

Esse receio deixará de existir a partir da safra 2005/2006, pois produtores de Mato Grosso já terão disponíveis no mercado variedades de soja transgênica adaptada às características do cerrado. A Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), a Coodetec (Cooperativa Central de Pesquisa Agrícola) e a Fundação MT mostraram ao setor rural seus cultivares resistentes ao herbicida Roundup Ready (RR), cujo princípio ativo é o gliphosate (glifosato).

A Fundação MT lançou na 4ª edição da Agrishow Cerrado, que terminou no sábado passado, oito variedades de sementes geneticamente modificadas. A Coodetec é a instituição de pesquisa com o maior número de sementes geneticamente modificadas, e possui no mercado grãos oficiais, com origem, o CD219RR.

A Embrapa lançou no mercado 13 cultivares de soja transgênica para plantio no Brasil. Segundo o presidente da Fundação MT, Dario Hiromoto, o potencial de Mato Grosso na exploração dessa tecnologia é imenso. Na safra 2004/2005, o Estado cresceu quase 4000% a sua área cultivada com soja transgênica.

No ano passado, apenas 1,8 mil hectares (ha) foram declarados plantados na Delegacia Federal de Agricultura (DFA/MT).

Parceria:

As oito variedades de soja transgênica da Fundação MT foram desenvolvidas em parceria com a empresa de germoplasma Tropical Melhoramento e Genética (TMG). Além de resistentes aos herbicidas à base de glifosato, os gens têm a vantagem de atingir produtividade 10% maior do que a de variedades comerciais.

Hiromoto afirma que o rendimento médio é de 3 mil a 4 mil quilos por hectare (ha). Das sementes modificadas geneticamente lançadas pela Fundação MT, duas são de ciclo precoce, quatro de ciclo médio, uma semiprecoce e uma semitardia. Dentre os cultivares destacam-se o transgênicos 83 TMG 103 RR, a 86 TMG 106 RR e a 87 TMG 108 RR.

"Estamos estudando as variedades há cinco anos, para que a soja transgênica, além de controlar a erva daninha, ofereça ganhos em produtividade", garantiu o presidente da Fundação MT. Ele informa que ainda estão em estudo sementes resistentes à nematóide-de-cisto, nematóide-da-galha, mosca-branca e mancha-alva, entre outras doenças e pragas da cultura.


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