Produtor do PR planeja embarcar trigo para o norte da África

Agronegócio

Produtor do PR planeja embarcar trigo para o norte da África

Até então, os embarques do cereal paranaense era inviável porque o preço interno estava mais remunerador nos últimos 30 dias
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Diante da paralisação dos negócios no mercado interno e da queda nos preços do trigo, os produtores do Paraná estudam a viabilidade de exportar suas colheitas para países do norte da África. Até então, os embarques do cereal paranaense era inviável porque o preço interno estava mais remunerador nos últimos 30 dias. Porém, com a queda das cotações, os produtores já pensam em vender o grão ao exterior, disse o gerente-técnico do Sindicato e Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Sistema Ocepar), Flávio Turra.

O objetivo é fazer com que o mercado doméstico tenha liquidez e uma reação melhor à comercialização de trigo.

Os triticultores do Rio Grande do Sul, embora a safra gaúcha seja colhida apenas no próximo mês, eles já fizeram negócios futuros com os países do Norte da África de 250 mil toneladas de trigo.

"É uma boa saída exportar o trigo para reagir o mercado interno", disse o presidente do Sindicato de Toledo (PR), Nelson Natalino Paludo, também produtor rural. Ele colheu cerca de 42 sacas de trigo por hectare no estado paranaense. Entretanto, diante da dificuldade de vender o grão, só negociou metade da produção.

Segundo Paludo, há um mês o trigo chegou a negociado até a R$ 35 a saca e hoje oscila de R$ 30 a R$ 31, uma queda de 14%. Para Paludo, os produtores estão "indignados" com os negócios parados do trigo, uma vez que o Brasil importa 80% do que consome. "Agora que o produtor poderia ganhar um pouco mais com a escassez de trigo no mundo não consegue porque os moinhos não querem comprar e se compram pagam pouco".

Paludo diz, entretanto, que alguns pequenos fabricantes de farinha de trigo, que não têm capacidade para fazer grandes estoques, voltaram a comprar o trigo, mas são em volumes de compras pequenos. O gerente do Sistema Ocepar confirma essa informação. "Os moinhos voltam a comprar lentamente, mas a um preço de R$ 600 a R$ 610 a tonelada, quando nos últimos 20 dias era negociada a R$ 640", disse Turra.

Turra diz, entretanto, existir resistência de alguns produtores para exportar o trigo, já que o preço do trigo da Argentina, usado como referência, chegaria ao País a R$ 750 a tonelada. "Ainda há espaço para uma alta do preço no mercado interno", diz. O analista da Safras & Mercado, Élcio Bento, diz que não compensa exportar trigo do Paraná, pois, diante da logística, o cereal ainda não é competitivo. "O trigo do Rio Grande do Sul foi vendido a US$ 415 a tonelada, e o do Paraná chegaria a U$S 420".


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