Produtor espera mais verba para Moderfrota


Agronegócio

Produtor espera mais verba para Moderfrota

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O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Roberto Rodrigues, não tem dúvidas de que o agronegócio é o maior negócio social e econômico do País, além de ser o mais dinâmico. "Responde por mais da metade das exportações brasileiras e por quase um terço dos empregos gerados no País." Mas ele acredita que, em breve, será também o maior negócio político do País.

"As coisas estão mudando, porque o presidente Luiz Inácio Lula da Silva coloca no governo pessoas como Luiz Fernando Furlan (ministro da Indústria, Comércio e Relações Exteriores), que tem capacidade de abrir os mercados para nossos produtos lá fora", disse Rodrigues, durante a abertura da 10ª edição da Agrishow - Feira Internacional de Tecnologia Agrícola em Ação, que começou ontem em Ribeirão Preto. "O agronegócio será o passaporte do Brasil para o Primeiro Mundo. Será também o setor mais importante politicamente do País", afirma.

Carne verde

Depois de discorrer sobre os grandes saltos de produtividade obtidos pelos produtores rurais do País - "nos últimos 13 anos, enquanto a área cultivada cresceu 12%, a produção de grãos aumentou 93%" -, Rodrigues informou que "conseguimos, na última semana, informações oficiais dos Estados Unidos de que, até março de 2004, se tudo correr bem, o mercado norte-americano da chamada ‘carne verde’ (produzida a partir de animais com o mínimo de rações e de produtos químicos) estará aberto ao Brasil".

Rodrigues informou também que marcou para o próximo dia 30 de maio uma reunião com os ministros da Agricultura da Argentina, Paraguai. Uruguai, Bolívia Chile "para tratarmos de questões de defesa fitossanitária animal e vegetal e para que tenhamos uniformidade de comportamento em questões de comércio exterior".

O ministro Rodrigues não quis se adiantar sobre a liberação de mais verba para o Moderfrota, a linha de financiamento de máquinas e implementos agrícolas, com juros fixos, lançada há mais de dois e que revolucionou a agropecuária nacional.

"Os R$ 800 milhões liberados neste ano deverão acabar nesta Agrishow. Mas vamos esperar o que acontecerá até lá", disse o ministro, ressalvando que a liberação de recursos para o financiamento ao setor não é uma questão que dependa apenas de seu ministério.

O presidente Lula, que deverá visitar a Agrishow no dia 2 de maio, talvez anuncie novidades sobre o assunto. "O presidente pede que seja anunciado, até o final do próximo mês, os recursos para o plano de safra, incluindo as taxas de juros", disse Rodrigues. Quanto ao Moderfrota, ele disse que o governo vê esta linha de como "instrumento importante de financiamento ao setor".

Renda mínima

Rodrigues também tratou sobre o projeto de renda mínima, um assunto que faz parte de seu dia-a-dia há algumas décadas. "Precisamos identificar o perfil dos produtores para implantar a renda mínima, com preços mínimos garantidos pelo governo e também pelo próprio produtor rural, nas épocas de ‘vacas gordas’", afirmou Rodrigues, ex-presidente da Aliança Cooperativista Internacional. Mas ele entende que a implantação do projeto de renda mínima será lenta e não deve ser implementada em todo o território nacional.

Rodrigues acredita que a renda mínima passa pelo cooperativismo, "que é o grande braço econômico do setor agrícola". Mas, vale lembrar, não é um assunto que envolva só o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.


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