Produtores argentinos estão preparados para o ataque da ferrugem

Agronegócio

Produtores argentinos estão preparados para o ataque da ferrugem

Por: -Admin
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A aparição da ferrugem asiática em um lote de Santa Fé, na Argentina, representa uma luz amarela de alerta, já que nesta província se alcançam os maiores valores médios de rendimento por hectare do país. Seguido por Córdoba, Santa Fé apresenta a maior área plantada de soja. O presidente da Federação de Empregados Rurais com sede em Casilda, Jorge Scoppa, alertou: "frente a um ataque generalizado, poderia haver uma limitação na disponibilidade de pulverizadores para a aplicação de fungicidas".

Estima-se que um aplicador de pulverização terrestre cobre cerca de 300 hectares por dia. "Se considerarmos que para a ferrugem da soja deve-se aplicar um alto volume de água (150-200 litros/hectare), com um fumigador autopropulsado de 3 mil litros pode-se aplicar somente 15 hectares por "tachada" (volume de solução de fitossanitários que se aplica antes de cada recarga da máquina), o que causa maior demora", comentou Scoppa.

Uma consulta entre dezenas de produtores de várias regiões permite inferir que a quantidade de fungicidas já comprados e armazenados representa 30% do que se necessita para cobrir a superfície plantada. Segundo os especialistas em aplicações de fitossanitários, as melhores aplicações são as que se realizam com máquinas terrestres, já que elas permitem "molhar" as folhas inferiores das plantas, onde se instala inicialmente o fungo.

Entretanto, para a Câmara de Aeroaplicadores da Província de Buenos Aires, essa é uma posição equivocada. Alan McCracken, americano que vive no Brasil e que realiza experimentos para a empresa AgroQuality, observa que as aplicações aéreas são melhores que as terrestres. "Existem duas razões: os aviões não ajudam a disseminar as sementes, como fazem as máquinas terrestres, e permitem uma resposta mais rápida contra o veloz avanço da ferrugem".

Sobre as aplicações aéreas, o especialista sustenta que é um grande erro recomendar o uso de maiores volumes de água. "É exatamente o contrário. Necessitamos de energia para reduzir o tamanho da gota, e com altos volumes de água (40 litros/ha) é necessário atomizar mais de 200 litros/minuto dependendo da velocidade do vôo e da largura da franja".

Como pode-se observar, as opiniões são contraditórias. Portanto, a melhor maneira de se alcançar os resultados adequados será por meio da prática generalizada de controle, questão que poderá ser comprovada assim que passadas as aplicações do plantio da safra 2004/05. As informações são do site argentino Agrodiário.


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