Produtores de MT têm prejuízos por falta de unidades de armazenagem

Agronegócio

Produtores de MT têm prejuízos por falta de unidades de armazenagem

Mato Grosso deve deixar de estocar mais de três milhões de toneladas de sua produção em 2005
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Mato Grosso deve deixar de estocar mais de três milhões de toneladas de sua produção em 2005. A estatística arrasadora para centenas de produtores rurais é da superintendência de Política Agrícola da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Rural (Seder).

Com base nos dados da última safra, Mato Grosso hoje tem capacidade produtiva de 18,170 milhões de toneladas. No entanto só tem capacidade de armazenamento estático de 13,646 milhões de t. Conforme levantamento da secretaria, há armazéns desativados que deixam de estocar 1,382 milhão de t.

A Superintendência de Agronegócio da Seder afirma que apenas oito municípios concentram as principais unidades de armazenagem do estado. São eles: Sorriso, Lucas do Rio Verde, Nova Mutum, Sapezal, Diamantino, Campo Novo do Parecis, Primavera do Leste e Rondonópolis.

A falta de estrutura em armazenagem de grãos é preocupante no estado. Em algumas cidades não há unidades para armazenar a produção local em situações de emergência. No município de Lucas do Rio Verde, a produção total em toneladas é de 1,185 milhão, porém a capacidade estática de armazenamento do município é de 523,517 mil toneladas. Neste caso há um déficit de 661 mil toneladas. Em Sapezal pouco mais de 500 mil toneladas de grãos são diretamente comercializadas do campo; a produção do município é de 1,181 mil toneladas e apenas 676 mil t são estocadas em armazéns da cidade.

Conforme o superintendente de Agronegócio da Seder, Farid Tenório, o governo tem incentivado os produtores a obter financiamento para construção de unidades de armazenagem. Segundo ele, só no ano passado foram aprovadas 206 pedidos de financiamento pelo Fundo Constitucional do Centro-Oeste (FCO) em um total de R$ 426,612 milhões.

“O Governo estadual incentiva os produtores a financiar suas unidades, temos várias fontes como o Banco do Brasil, BNDES, Finame e Finame Especial. A atribuição de financiar esta estrutura ainda é do governo federal, mas temos facilitado isso para os nossos produtores”, anunciou o superintendente.

De acordo avaliação de especialistas da Seder, o produtor precisa investir em unidades de armazenagem pra garantir seu lucro e não ficar refém das oscilações que o mercado impõe aos preços dos grãos, principalmente ao da soja. “O maior diferencial dos nossos grãos é a qualidade, temos um produto saudável e de qualidade. Nosso poder de barganha pode aumentar se não tivermos pressa de vender, assim os nossos compradores que terão que ceder aos nossos preços”, defendeu.

De acordo com Rosemeire Cristina dos Santos do Instituto Mato-grossense de Economia Agrícola (Imea), atualmente o produtor é obrigado a vender assim que termina a colheita, deste modo ele fica a mercê dos altos e baixos do mercado. A solução para este problema seria a capitalização dos produtores, ou seja, plantar e custear toda a safra com recurso próprio, sem financiamento, o que hoje é impossível em razão dos altos custos de produção. Outra solução seria a implantação de infra-estrutura para armazenamento dos grãos nas propriedades.

Segundo o presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab/MT), Ovídio Costa Miranda, a procura por cadastramento de armazéns, principalmente por empresários da região Norte, teve um aumento significativo nos últimos meses, em função da época de safra. “Esperamos que mais de três milhões sejam cadastrados até o final dessa safra", afirmou Ovídio.

O cadastramento é o primeiro passo para que os produtores possam se credenciar junto à Conab. Para realizar o cadastramento o produtor convoca a Conab, que envia à propriedade uma equipe técnica para avaliar as condições de armazenamento, após o parecer técnico o produtor deve procurar a instituição para averiguar a documentação da propriedade. Depois de ser aprovado no Sistema de Cadastramento Unificado de Fornecedores (Sicaf) o produtor estará credenciado para negociar com o governo federal.

Para os interessados nesta possibilidade de negociação, ou mesmo em controlar a data de venda da colheita, pode-se efetuar a compra de Unidades de Armazenagem aqui mesmo em Mato Grosso. A empresa Bimetal Indústria e Comércio de Produtos Metalúrgicos produz, em Cuiabá, Unidades de Armazenagem completas, além de prestar serviços de pronta-entrega de peças e assistência técnica local. A conseqüência da proximidade da fábrica para os produtores está no baixo custo da Unidade de Armazenagem e nos prazos de entrega reduzidos.

De acordo com o produtor rural de Nova Mutum, Vicente Beber, a empresa mato-grossense não deixa nada a desejar aos fabricantes de outros estados. “A Bimetal, além de estar mais próxima de nós, produtores, possui equipamentos de primeira linha”, disse Beber.

O produtor, que já recebeu da Fundação Mato Grosso e do governo do Estado o prêmio de maior produtividade por hectare, afirmou estar satisfeito com a qualidade do serviço prestado. “A instalação dos equipamentos ocorreu dentro do prazo combinado e teve o acompanhamento de técnicos e engenheiros da própria empresa, particularmente eu recomendaria a Bimetal para quem produz em Mato Grosso”, afirmou Vicente Beber.


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