Produtores de quatro municípios aprendem como recuperar uma nascente

Agronegócio

Produtores de quatro municípios aprendem como recuperar uma nascente

Os instrutores ensinam o passo a passo de como recuperar uma nascente
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Uma nascente de água, também conhecida como olho d’água, mina d’água, cabeceira e fonte, é um ponto de onde a água jorra através da superfície do solo. Ela vem da evaporação dos rios, dos lagos, dos mares e, após este processo, se transforma em nuvem. “Essas nuvens dão origem às chuvas. A água da chuva que se infiltra no solo abastece o lençol freático, que se acumula em função de estar sobre uma camada impermeável. Quando a camada impermeável encontra com a superfície do solo surge a nascente”, explica o instrutor Rodolfo Sinnis Mota, um dos responsáveis por ministrar os cursos de Recuperação e Proteção de Nascentes do SENAR Minas.

Rodolfo é um dos instrutores que, neste mês de novembro, ministrou cursos em quatro municípios: Tarumirim, Nanuque, Imbé de Minas e Açucena. “Todos os Sindicatos dos Produtores Rurais destas cidades, no caso de Imbé de Minas o Sindicato Rural de Caratinga, são os nossos parceiros na realização destes cursos”, explica o gerente regional do SENAR em Governador Valadares, Ulisses Silveira Costa.

Oito cursos foram realizados pela regional de Valadares apenas em novembro. Além dos quatro municípios já citados, Piedade de Caratinga e Sobrália, ambas no Vale do Rio Doce, também foram contempladas com o mesmo evento. De acordo com a instrutora Amônia Silva Oliveira, a recuperação e proteção de nascentes promove a melhoria da qualidade de vida de inúmeras pessoas, especialmente daquelas que vivem na zona rural.

“Eu ministrei dois cursos em Sobrália e um em Piedade de Caratinga. Na ocasião, expliquei que dentre os vários objetivos do evento, os principais são: propiciar o aumento da vazão de água disponível para captação nas nascentes, reduzindo o risco de escassez; possibilitar a redução do risco de contaminação e melhoria da qualidade da água disponibilizada para uso na propriedade e conscientizar a população rural quanto aos benefícios da implementação de processos de proteção de nascentes e tratamento contínuo da água captada”, explica.

O desaparecimento de algumas nascentes vem despertando a preocupação e o interesse dos produtores rurais para o problema. Em novembro, 90 pessoas foram capacitadas por meio do curso promovido pela regional do SENAR Minas em Valadares. No ano de 2016, já são quase 800 produtores rurais capacitados, até o momento, em 66 cursos já realizados.

A previsão é de pelo menos mais cinco cursos de recuperação de nascentes aconteçam na zona rural dos municípios de Sobrália, Itambacuri, Malacacheta e Itueta em dezembro e 60 produtores sejam capacitados para evitar o desaparecimento das minas d’água.“Elas [as nascentes] não desaparecem, pelo menos não sozinhas, mas sim pelo desmatamento das encostas e matas ciliares, pela impermeabilização do solo e pelo uso inadequado do solo nas áreas rurais. Essas são atitudes causadas pelo homem, não pela natureza. A Lei diz que não é permitido desmatar, fazer pastagens, descarte de lixo e mineração no entorno das nascentes, nas margens dos rios, córregos e lagos. Mas, infelizmente, muitos ainda não seguem à risca essas determinações”, diz o instrutor Rodolfo Sinnis.

No curso, os instrutores ensinam o passo a passo de como recuperar uma nascente. “Primeiro é preciso identificar a nascente, cercá-la, limpar a área, controlar a erosão e replantar espécies nativas. Agindo assim, além do óbvio motivo de se ter água na propriedade, melhora a qualidade dessa água utilizada e garante o abastecimento contínuo”, afirma Amônia Silva.


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