Produtores de suíno esperam acordo com a União Européia

Agronegócio

Produtores de suíno esperam acordo com a União Européia

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Um acordo entre União Européia e o Mercosul até o começo do próximo ano é a única esperança de curto prazo para que a cadeia brasileira da suinocultura consiga reduzir a dependência da Rússia para escoar no mercado internacional a carne de porco que produz.

O acordo em negociação prevê que serão estabelecidas quotas, inicialmente pequenas, para que a carne do Mercosul possa ingressar na Europa, possivelmente já em 2005, disse ontem, em Florianópolis, o diretor de relações institucionais da Perdigão, Ricardo Menezes, durante a Feira Internacional da Indústria Latino-americana de aves e suínos (AveSui).

O Brasil seria o principal país do Mercosul beneficiado por um acordo com a União Européia, por concentrar a maior parte da produção. Além disso, o ingresso na Europa aumentaria as chances de acordo com o Japão, maior importador mundial de carne suína, com compras anuais superiores a 1,1 milhão de toneladas, na frente da Rússia e dos Estados Unidos, cada um com cerca de 600 milhões de toneladas de importação. "O Japão segue o que a Europa faz", disse Menezes. Segundo informou, o Brasil negocia a venda de carne suína cozida (que tem menos restrições sanitárias) ao Japão. Mas o desfecho dessas conversas está menos próximo do que o com a Europa.

As quotas para esse acerto com a União Européia ainda não foram discutidas, embora tenha sido cogitado o embarque de 5 mil toneladas, com contra-proposta de 20 mil toneladas do Mercosul. "É pouco, mas o importante é entrar nesse mercado. Os outros compradores de carne suína são muito pequenos e acordos com eles não provocariam grandes efeitos de diversificação de nossos destinos".

No ano passado, 63% dos embarques brasileiros de carne suína foram para a Rússia. Totalizaram 491,5 milhões de toneladas (US$ 546,5 milhões). A concentração preocupa o setor especialmente em função da imposição de quotas por Moscou, que geraram instabilidade no setor, ainda em recuperação de grave crise, cujo ápice ocorreu entre 2002 e metade de 2003. As exportações para a Rússia saltaram de 23,2 mil toneladas em 2000 para 151,8 mil em 2001.


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