Produtores do Ceará colhem safra recorde de arroz

Agronegócio

Produtores do Ceará colhem safra recorde de arroz

As olheitadeiras de arroz trabalham em ritmo intenso nas várzeas do Açude Orós
Por: -Honório Barbosa
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As máquinas colheitadeiras de arroz trabalham em ritmo intenso nas várzeas do Açude Orós, em terras localizadas em Iguatu (CE). O trabalho deve prosseguir por mais 15 dias. Neste ano, o município está colhendo uma safra de verão recorde estimada em sete mil toneladas do produto.

No campo, o clima é de alegria entre os produtores rurais. As primeiras colheitas mostram que foi alcançada a previsão média de produtividade de sete mil quilos de arroz por hectare. De acordo com os agricultores, cerca de 40% da cultura já foi colhida, armazenada e vendida para comerciantes da região.

Além da boa safra, os produtores comemoram o preço de comercialização do produto. A saca de 60 quilos é vendida por R$ 34,00. No mesmo período do ano passado, custava apenas R$ 18,00. A certeza de lucro, após três meses de trabalho pesado, anima os agricultores e renova a esperança para a volta do plantio no verão de 2007.

A colheita do arroz é feita com o uso de máquinas, reduzindo o tempo de serviço e o custo de mão-de-obra. “Foi rápido, em dois dias terminou toda essa área”, comenta o produtor, Francisco Lima Uchôa que, neste ano, colheu 17 toneladas de arroz. “Aqui não há o que reclamar, todos estão satisfeitos”.

A safra recorde de arroz deve-se ao serviço de escavação de um canal de três quilômetros de extensão que permitiu o bombeamento da água do Açude Orós até as áreas de cultivo. O serviço foi feito pela Prefeitura de Iguatu. “O plantio corria risco de perda, há dois meses”, disse o produtor Francisco José Braz. “Em algumas áreas, a cultura estava secando”.

Braz colheu 70 toneladas de arroz e comemora o resultado da safra. “Foi uma das maiores”, disse. “Pensei que fosse perder quase tudo, mas o canal salvou a plantação”. A irrigação do arroz é feita com o uso da água do Açude Orós. À medida que vai baixando, durante o segundo semestre, deixa terras férteis descobertas. É um período propício. Em extensas áreas de várzeas, o arroz é cultivado e fica a se perder de vista.

Neste ano, a água ficou muito distante das áreas de cultivo e havia necessidade de que fossem feitos até três bombeamentos para a irrigação da lavoura, elevando o custo de produção. “O canal reduziu a despesa com energia elétrica”, observa o secretário de Empreendedorismo, Ednaldo Lavor. Durante as fases de preparo de solo, plantio e colheitas foram gerados 2.500 empregos diretos. A bacia do Açude Orós é uma das maiores produtoras de arroz irrigado do Ceará, mas a safra anual depende do nível das águas.

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