Produtores do Oeste do Paraná encerram plantio de milho
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Agronegócio

Produtores do Oeste do Paraná encerram plantio de milho

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Auxiliados pelas chuvas que se precipitaram sobre o Oeste do Paraná nas últimas semanas, os produtores rurais da região já concluíram o plantio do milho, que teve início em setembro. Quanto à soja, cerca de 80% do plantio já foi realizado, devendo estar concluído até o final deste mês. As informações são do Departamento de Economia Rural (Deral), Núcleo Regional de Cascavel, que abrange a 28 municípios da Região Oeste.

Segundo o Deral, a área cultivada com milho foi de 66.180 hectares, o que significa 27% menos que no ano passado. Entretanto, a redução na produção não deve ser proporcional à diminuição de área cultivada: estima-se que a produção será 16% menor do que no ano passado.

Já a soja, segundo as estimativas do departamento, deve ocupar 439.670 hectares no Oeste do Paraná, o que representará um aumento de 6% na área cultivada e aproximadamente 5% a mais na produção.

Expectativa de mercado

Já é visível que a soja, que tem se mostrado uma ótima opção para os produtores, está tomando o lugar do milho e da pecuária no Oeste do Paraná. De acordo com o analista de mercado Tony Silva, da Granoforte Consultoria, "os próximos cinco anos, no mínimo, devem continuar muito bons para a soja".

Ele explicou que a previsão se deve na maior parte ao fato de que os produtores americanos, que são os principais concorrentes do Brasil, estão no "limite". "Limite da tecnologia, limite da produção e limite de custo, na verdade só estão se mantendo devido ao grande subsidio que recebem do governo. Já o Brasil dispõem de áreas novas, custo baixo de produção, sem subsídios e com demanda crescente", explicou, observado que o subsídio do governo, apesar de apresentar alguns benefícios, também acaba "amarrando" o desenvolvimento da produção a longo prazo.

"A soja do Brasil tem tanta qualidade quanto à dos Estados Unidos, pois também dispomos de tecnologia de ponta", observou o analista, considerando ainda que os norte americanos contam com os trangênicos, ainda restritos no Brasil, mas que em tese diminuem os custos de produção.

Apesar da soja estar se mostrando tão "atraente", o analista fez um alerta sobre os riscos de se deixar de lado as demais culturas. "O problema é que somos um país crescente na produção de soja e estamos ficando sem milho", chamou a atenção, dizendo que o plantio de milho diminuiu de 35% a 40% em todo o Estado. "É uma redução muito brusca. Os produtores estão deixando apenas a safrinha para o plantio de milho, mas a safrinha é mais temerária, arriscada, devido fatores climáticos outras circunstâncias", argumentou Silva.


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