Produtores do Paraná apressam colheita da soja
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Agronegócio

Produtores do Paraná apressam colheita da soja

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Na região de Maringá, 35% da soja já foi colhida e o trabalho deve terminar no fim de abril. A expectativa de perda em relação à estimativa inicial da produção é de 27% devido à seca. A estiagem entre janeiro a fevereiro deste ano foi 39,2% maior que no mesmo período do ano passado.

Para que o prejuízo seja menor, os produtores estão intensificando o trabalho de colheita, para não serem surpreendidos pela chuva. Segundo dados do Núcleo Regional de Maringá, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (Seab), a previsão no aumento da área de plantio na região é de 6%, passando de 247 mil hectares na safra anterior para 261 mil hectares na atual.

Com a saca custando, em média, R$ 46 no início de março, a previsão de faturamento é de R$ 520 milhões, superando os R$ 460 milhões da safra de 2002/2003. "Quando começa a colheita, temos uma preocupação pela queda no preço", comenta Renato Cardoso Machado, diretor regional da Seab. "Mas, contamos com uma estabilidade maior no preço da soja, já que há a previsão de uma queda na produção mundial".

Se o tempo continuar colaborando para o trabalho no campo, os produtores devem colher aproximadamente 680 mil toneladas, contra as 662 mil toneladas da safra anterior.

"Estamos acelerando a colheita para fugir da chuva. Se precisar, vamos trabalhar à noite também", revela Luís Alberto Tonon, que trabalha com o pai nos 43 alqueires que a família tem em Sarandi (a 2 km de Maringá). A família planta soja desde 1975, já colheu 40% de sua plantação e estima uma perda de 30%. Na safra anterior, a família Tonon colheu 120 sacas por alqueire e deve colher 90 sacas por alqueire na atual safra.

Já Dorival Trulli reforçou o trabalho no campo à noite para fugir da chuva e se preparar para a "safrinha" de milho. Dos 60 alqueires plantados em Paiçandu (a 5 km de Maringá), Trulli já colheu 20 alqueires. O agricultor Afonso Arrias Reginato, também de Paiçandu, lamenta a perda de 30% na produção. Na safra de 2002/2003, ele colheu 7,5 mil sacas de soja e faz uma previsão de colher 5 mil sacas na safra atual, numa área de 50 alqueires. Reginato está apressando a colheita para evitar maiores perdas e poder plantar o milho "safrinha".

A regional maringaense da Seab engloba 29 municípios, responsáveis por 6,2% da soja paranaense. Não há registros de casos de ferrugem asiática, nem de soja transgênica. "Fizemos uma pesquisa por amostragem no final de fevereiro e nas 700 coletas, não foi encontrado nada de transgênico", revela Machado.

O Departamento de Economia Rural (Deral), da Seab, estima uma perda de 13,9% em cima da estimativa inicial de produção no Paraná. O que corresponde a 1,6 mil toneladas a menos, somando um prejuízo de R$ 1,27 bilhão.


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