Produtores e consultores técnicos de feijão se reúnem em Cristalina (Goiás)

Agronegócio

Produtores e consultores técnicos de feijão se reúnem em Cristalina (Goiás)

O dia de campo sobre a cultura do feijoeiro comum, promovido pelo Grupo Técnico de Consultores (GTEC-Feijão), Syngenta, MIAC e Embrapa Arroz.
Por:
397 acessos

O dia de campo sobre a cultura do feijoeiro comum, promovido pelo Grupo Técnico de Consultores (GTEC-Feijão), Syngenta, MIAC e Embrapa Arroz e Feijão foi realizado no dia 3 de julho na Fazenda Pontinha, localizada em Cristalina, a 281 Km de Goiânia.

O evento reuniu consultores da cadeia produtiva do feijão, assistentes técnicos, extensionistas e produtores rurais que conheceram as variedades desenvolvidas pela Embrapa e Epamig indicadas, principalmente, para o cerrado brasileiro.

Também foram destacadas ações de monitoramento e manejo integrado de pragas do feijoeiro, tanto para a mosca-branca, tripes e percevejos, insetos que atacam intensamente a cultura do feijão, quanto a outras pragas ou doenças na lavoura, por exemplo, a broca das axilas em culturas de soja e feijão ou o carlavírus.

O uso de clorofilômetro e a co-inoculação no feijoeiro foram outros temas destacados no dia de campo e ações eficientes de adubação nitrogenada no feijoeiro; a partir destes procedimentos é possível identificar o teor de nitrogênio da planta, identificando possíveis faltas ou excessos de nutrientes daquela cultura.

Segundo o presidente do GTec-Feijão, Hélio Dal Bello o Grupo é formado por 36 consultores e dez pesquisadores, com sede em Brasília (DF) e busca validar tecnologias voltadas ao produtor rural: "na área do feijão nós atendemos, principalmente, aos produtores de Goiás, Bahia, Minas Gerais, São Paulo, Paraná e Mato Grosso levando conhecimento para o fortalecimento da cadeia produtiva do feijão, soja e, também, do milho".

O agricultor Martinho Roberto Mileto, proprietário da Fazenda Pontinha, iniciou sua produção em Cristalina, na década de 80. "Chegamos a produzir numa área de 560 hectares, o feijão em sistema irrigado, mas de dois a três anos para cá a produção caiu para 160 hectares, por causa dos problemas gerados com pragas e outras situações enfrentadas na lavoura".

Por causa deste vetor eficiente das pragas e vírus transmissores de doenças no feijoeiro, as entomologistas da Embrapa Arroz e Feijão, Eliane Quintela e Flávia Barbosa, orientam que os produtores devem evitar o plantio de feijão, logo depois da soja: "Neste período de entressafra, o produtor deve respeitar o vazio sanitário, evitando o plantio sequencial de feijão após a colheita da soja e eliminando estas plantas hospedeiras de mosca-branca e de vírus que ficam na produção anterior ao cultivo do feijão", destacou Eliane Quintela.  

Atenção: Para comentar esse conteúdo é necessário ser cadastrado, faça seu cadastro gratuíto.
  • Clicar no botão Entrar caso já possua cadastro no Agrolink
  • Se não tiver cadastro ainda em nosso site Cadastre-se gratuitamente e terá acesso a conteúdos exclusivos
  • Clique aqui todas as vantagens de fazer seu cadastro no Agrolink