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Produtores e políticos discutem endividamento agrícola em MS

O uso do Biodiesel B100 nas lavouras para diminuir o custo de produção foi uma das propostas levantadas na reunião


A crise que o setor rural vai voltar a enfrentar dentro de alguns meses foi tema de debate na noite dessa segunda-feira (21-05) no auditório da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul). Dólar em queda, falta de seguro agrícola e de preço mínimo, altas taxas de juros e insumos mais caros foram apontados durante o encontro como alguns dos fatores que afetam diretamente a vida dos agricultores.

Na oportunidade, Luis Carlos Heinz (PP-RS) defendeu a permissão do uso do Biodiesel B100 nas lavouras para diminuir o custo de produção. “Hoje o óleo diesel é o maior onerador no custo de produção, temos a tecnologia, temos a matéria-prima e um programa desenvolvido. Então vamos brigar para que o produtor se una em cooperativas para produzir seu próprio combustível (B100), temos que baixar o custo de produção”, disse Heinz.

O presidente da Comissão de Agricultura e Pecuária da Assembléia de MS, deputado Marcio Fernandes (PSDB), defendeu a importação de insumos para baratear na formação dos custos das lavouras. Outra questão levantada pelo deputado foi a insuficiência de recursos destinados à sanidade animal especialmente para MS que faz fronteira com Paraguai e Bolívia. “Chega ser irrisório esse repasse em detrimento da importância que a pecuária tem na balança comercial do país”, disse Fernandes que concorda com Luis Carlos Heinz no uso direto do biodiesel B100 por produtores nas lavouras. “Sem dúvida isso vai baratear a lavoura em mais de 30%. É uma alternativa ambientalmente correta e financeiramente viável”.

O deputado federal Ronaldo Caiado (DEM-GO) afirmou que o Ministério da Agricultura pode acabar virando uma sub-secretaria do Ministério da Fazenda, fazendo menção a pouca importância que o governo Federal dá à pasta da Agricultura e Pecuária. Caiado afirmou que a missão da Comissão dentro da Câmara é votar a favor do produtor rural em todas as matérias e “para que o governo se curve e ouça nosso apelo precisamos da maioria. Vamos para o embate unindo forças com os parlamentares que mesmo sendo da base do governo defendem a causa do campo, e, nessa matemática, precisamos de 215 parlamentares compromissados conosco para fazer pressão na hora de votar as matérias constitucionais”. Para Caiado o governo está tranqüilo porque a cada ano a safra bate recordes de produção. “Se cada Estado da federação diminuir sua área plantada poderemos dar um susto no governo e poderemos ser ouvidos”, alertou. Caiado propôs também a criação da Agência Reguladora do Agronegócio para impedir a formação de cartéis, preços abusivos de insumos, venda de genéricos, enfim, há uma série de demandas que podem ser direcionadas pela Agência.

Ademar Silva Junior, presidente da Famasul, avaliou positivamente o encontro que mostra um alinhamento entre os poderes (legislativo e executivo) com a classe rural no entendimento das sérias questões que envolvem o produtor rural. “É uma bola de neve o que está acontecendo e se não tomar atitudes isso pode se tornar insustentável para o país. O produtor não quer mais prorrogação das dívidas quer uma solução definitiva já que o governo não quer mexer na política cambial que hoje é o principal inimigo da agricultura”, alertou Silva. As informações são da assessoria de imprensa do deputado estadual Marcio Fernandes.

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