Produtores mineiros de caqui colhem mais uma safra

Agronegócio

Produtores mineiros de caqui colhem mais uma safra

Turvolândia lidera produção e Antônio Carlos agora é vice-líder
Por: -Janice
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Turvolândia lidera produção e Antônio Carlos agora é vice-líder

Saboroso e rico em vitaminas, o caqui é uma das frutas em destaque no outono e sua produção está aumentando em Minas Gerais. Iniciada em março na maioria dos pomares do Estado, a colheita da fruta segue até julho. O caqui é cultivado em Minas Gerais há quase 30 anos. As primeiras experiências com essa cultura perene (que não necessita de replantio após cada ciclo de produção) foram realizadas na região Sul do Estado por produtores que apostaram nas boas condições de topografia e clima, neste caso considerando principalmente os períodos regulares de chuva.

De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a safra em 2010 alcançou 11,1 mil toneladas, volume 11,27% superior ao registrado no ano anterior. A Superintendência de Política e Economia Agrícola (Spea) da Secretaria da Agricultura informa que as regiões Sul e Central lideram a produção da fruta, respondendo por 75,3% e 23,3%, respectivamente, do total colhido no Estado. O cultivo predominante é da fruta “in natura” para abastecer as regiões produtoras, Belo Horizonte, Rio e São Paulo. O grande polo mineiro do caqui é o município de Turvolândia, no Sul, que em 2010 colheu 7 mil toneladas, volume 17% maior que o do período anterior.

O aumento da produção de caqui, no ano passado, teve reflexos principalmente na comercialização do produto na Ceasa Minas. Deram entrada no entreposto de Contagem cerca de 3 mil toneladas da fruta procedente de todo o Estado. Esse volume é 11% superior ao registrado em 2009. Já as vendas geraram uma receita da ordem de R$ 4,5 milhões, cifra 18,4% maior do que a alcançada no ano anterior.

Segundo o extensionista Orlando Régis Teixeira, da Emater-MG em Pouso Alegre, os produtores ganham espaço no mercado porque alguns, além de fornecerem à Ceasa Minas, vendem para o atacado um volume crescente da fruta semiprocessada e já embalada. “A oferta do caqui nessas condições possibilita a melhoria da receita”, ele explica.

Produção orgânica

Na região Central, destacam-se na produção os municípios de Antônio Carlos (70 ha), Barbacena (40 ha) e Carandaí (14 ha). Alfredo Vasconcelos e São João del-Rei também têm produção crescente. Os dados são do gerente regional da Emater-MG, Carlos do Carmo Rodrigues.

A produção de caqui em Antônio Carlos, no ano passado, foi da ordem de 1,8 mil toneladas, volume equivalente a 16% da safra estadual. Segundo Rodrigues, com esse desempenho o município assumiu o segundo lugar na produção da fruta em Minas, antes ocupado por Barbacena. Uma parte da produção de Antônio Carlos é composta de frutas orgânicas, cultivadas no Sítio Espigão da Lagoa, de Luiz Carlos e Giuliano Bergamarchine Bertolino, pai e filho.

“Temos o único pomar do município com produção exclusivamente orgânica, que possibilita a colheita de caquis diferenciados na qualidade e no peso, pois alcançam 250 gramas em média e em alguns casos até 400 gramas”, informa Luiz Carlos. “O caqui cultivado na propriedade é o costata (também conhecido por chato), que ocupa parte de uma área de 8 hectares, onde também temos pés de goiabas, pêssegos, peras e outras frutas, que recebem igualmente adubo orgânico”, acrescenta o produtor.

Luiz Carlos ainda explica que o custo do insumo para a manutenção anual de todo o pomar (cerca de 4,7 mil pés) é da ordem de R$ 15 mil, o mesmo valor que ele gastava anteriormente com agroquímicos para o cultivo apenas do caqui. Para o produtor, os resultados obtidos com a comercialização das frutas compensam o investimento. “No caso do caqui, antecipamos a colheita e vendemos 11 mil caixas, contendo cada uma entre 20 e 28 frutas. A cotação média, no início, foi de R$ 5,50 por caixa da fruta entregue aos atacadistas principalmente de Belo Horizonte e do Rio de Janeiro. Depois o preço ficou estabilizado na casa dos R$ 5,00, valor que possibilita um lucro de 50% em cada caixa vendida”, explica o produtor.

As informações são da assessoria de imprensa da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais.

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