Produtores paranaenses pedem R$ 75 milhões para comprar feijão

Agronegócio

Produtores paranaenses pedem R$ 75 milhões para comprar feijão

Superoferta do produto provoca queda nos preços
Por:
1427 acessos
Desde o início do ano, quando iniciou uma superoferta do produto, a queda nos preços vem ocorrendo
ANPr


Representantes do governo do Paraná e das entidades que representam os produtores vão pedir ao governo federal a liberação de R$ 75 milhões para a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) comprar aproximadamente 45 mil toneladas de feijão no Paraná. A medida visa evitar as consecutivas quedas nos preços pagos aos produtores.

Essa e outras ações foram discutidas nesta quinta-feira (10), em Curitiba, pelo secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, com o superintendente da Conab-PR, Erli de Pádua Ribeiro, e com os dirigentes das principais entidades que representam os produtores no Estado.

Segundo o secretário, a preocupação é evitar o desestímulo ao produtor em plantar a nova safra que começa em agosto, que como consequência traz o risco de desabastecimento de feijão para o mercado consumidor a partir de janeiro de 2015.

A queda nos preços vem ocorrendo desde o início do ano, quando iniciou uma superoferta do produto em todo o País, que deverá ser quase 26% maior em relação ao ano passado, segundo levantamento da Conab.

Segundo o Deral (Departamento de Economia Rural), o Paraná, como maior estado produtor do País, também está colhendo uma safra 24% maior que o ano passado e o agricultor está vendendo sua produção abaixo do preço mínimo fixado pelo governo federal.

A estimativa é que cerca de 200 mil toneladas de feijão da produção paranaense 2013/14 não foi vendida ainda. Há preocupações com a manutenção da qualidade desse produto.

Outras medidas adotadas visam acelerar o processo operacional de compra de feijão no Paraná por meio de Aquisição do Governo Federal (AGF). A Secretaria da Agricultura vai trabalhar em conjunto com a Conab-PR para agilizar o processo de certificação para que os armazéns da Codapar (Companhia de Desenvolvimento Agropecuário do Paraná) possam participar do processo de armazenagem de feijão no Estado.

MERCADO - Como consequência da superoferta de feijão no Paraná e no País, os preços despencaram para R$ 60,00 a saca para o feijão de cor, e R$ 94,00 a saca para o feijão preto; abaixo do preço mínimo fixado pelo governo, que é de R$ 95,00 a saca para o feijão de cor e R$ 105,00 a saca para o feijão preto.

A Secretaria da Agricultura, Faep (Federação da Agricultura do Paraná) e a Fetaep (Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Paraná) já alertaram o governo federal desde o início do ano, quando as cotações de preços começaram a mostrar os primeiros sinais de quedas, enviando sucessivos documentos sobre o agravamento da situação.

Como resposta, o governo federal liberou R$ 2 milhões em maio, recursos que foram destinados a quatro cooperativas no Estado para compra de feijão, mas que infelizmente não foram suficientes para fazer frente à oferta abundante do produto no mercado, disse o representante da Ocepar (Organização das Cooperativas do Paraná), Flávio Turra.

Para Erli de Pádua Ribeiro, superintendente da Conab-PR, em junho havia a expectativa de liberação de R$ 20 milhões no Estado, que não foi efetivada por falta de agilização no processo operacional para venda de feijão para a Conab. “Estamos vivendo uma situação de emergencialidade e estamos todos empenhados em solucionar a situação que esbarra em restrições que precisam ser cumpridas, como a necessidade de classificação da produção a ser adquirida para evitar que o governo compre um produto sem qualidade”, disse.

Participaram da reunião dirigentes da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep), Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado do Paraná (Fetaep), Superintendência do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento no Paraná, Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar), Companhia de Desenvolvimento Agropecuário do Paraná e Departamento de Economia Rural (Deral).
Atenção: Para comentar esse conteúdo é necessário ser cadastrado, faça seu cadastro gratuíto.
  • Clicar no botão Entrar caso já possua cadastro no Agrolink
  • Se não tiver cadastro ainda em nosso site Cadastre-se gratuitamente e terá acesso a conteúdos exclusivos
  • Clique aqui todas as vantagens de fazer seu cadastro no Agrolink