Profissionais buscam alternativas de destinação para cama de frango
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Agronegócio

Profissionais buscam alternativas de destinação para cama de frango

A principal proposta de destinação é o uso como fertilizante
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O que fazer com a cama de frango descartada pelos aviários? Como deve ser o manejo e qual é a destinação adequada para o material? Desde 2004, o uso da cama de frango como alimento para o gado foi proibido no Brasil pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). A Instrução Normativa nº 8, de 25/03/2004, proibiu “em todo o território nacional a produção, a comercialização e a utilização de produtos destinados à alimentação de ruminantes que contenham em sua composição proteínas e gorduras de origem animal”.

Portanto, a cama de frango se enquadra como produto que não pode ser consumido pelo gado, já que é constituída, basicamente, de restos de ração, fezes, urina, penas e de substrato absorvente usado para forrar o chão das granjas (palha de arroz, sabugo de milho, bagaço de cana e outros).

Cinco anos após a proibição, o cerco se fechou contra a prática com a publicação da Instrução Normativa nº 41, de 8/10/2009, que estabeleceu procedimentos de fiscalização. Pela norma, se for comprovado que foi usada cama de frango como alimento para o gado, os animais devem ser abatidos pelas autoridades de defesa sanitária.

O objetivo da legislação é garantir a sanidade animal e evitar o risco de que a doença conhecida como “mal da vaca louca” ocorra no Brasil. As normas trouxeram a necessidade de alterar uma prática que havia se tornado habitual entre os produtores. Os avicultores tinham a venda da cama de frango como uma fonte de renda. Já para os pecuaristas, o material era uma fonte proteica barata pra o gado. Além da questão econômica, colocou-se uma outra preocupação: não poluir o ambiente com descarte indevido da cama de frango.

A fim de encontrar soluções para os produtores, definindo alternativas para o aproveitamento racional da cama de frango, será realizado um seminário na Embrapa Milho e Sorgo (Sete Lagoas-MG) entre os dias 30 de novembro e 2 de dezembro próximos.

O evento reunirá os diversos segmentos envolvidos na questão: membros de cooperativas, frigoríficos, associações de granjeiros, representantes do Mapa e da Secretaria de Estado de Agricultura Pecuária e Abastecimento (Seapa), pesquisadores da Embrapa, da Epamig, de universidades e técnicos da Emater-MG.

O coordenador do seminário, Marco Aurélio Noce, explica que a proposta de realização do evento surgiu a partir do grande número de demandas de produtores que têm chegado à Embrapa. “O pecuarista não compra mais a cama de frango. O granjeiro deixa de ganhar o recurso da venda e, se descarta, gera impacto ambiental. Então, é preciso buscar soluções”, comenta.

A principal proposta de destinação da cama de frango é o uso como fertilizante. Mas, para que o material seja aproveitado como adubo, é preciso saber as formas adequadas de beneficiamento e utilização como insumo agrícola.

A programação do seminário irá abranger palestras para nivelamento de informações sobre técnicas de tratamento e uso da cama de frango e sobre a legislação referente à área. Na sequência, haverá trabalhos em grupo para troca de experiências e formulação de propostas.

Serão abordados os seguintes temas: manejo da cama de frango para uso como fertilizante na agricultura ou em pastagens; técnicas de processamento da cama de frango (compostagem, biodigestão, produção de biofertilizantes e outros); alternativas para agregação de valor ao produto.

O seminário temático “Uso da Cama de Frango na Agropecuária: Produção, Produtos e Processos” é uma realização das Unidades da Embrapa (Milho e Sorgo; Solos; Suínos e Aves), Rede FertBrasil, Emater-MG e Seapa-MG.

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