Programa brasileiro de melhoramento genético de aveia preta conquista Uruguai

Agronegócio

Programa brasileiro de melhoramento genético de aveia preta conquista Uruguai

Trabalho está ganhando projeção internacional
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Desde 2002, a Agroalpha e a Fundação Pró-Sementes, mantêm em parceria um programa de melhoramento genético da aveia preta, o que já resultou no registro e proteção de quatro cultivares no Brasil: Agro Zebu, Agro Planalto, Agro Coxilha e Agro Ijuí.

Nesta safra de inverno, este trabalho está ganhando projeção internacional. Após três anos avaliando as cultivares brasileiras no país vizinho em ensaios oficiais conduzidos pelo INIA (Instituto Nacional de Investigación Agropecuaria), foi firmado um convênio com a empresa uruguaia Fadisol, com sede em Ombúes de Lavalle (Colônia). A partir desta pesquisa, foi registrada e já esta sendo comercializada a cultivar Agro Planalto.

A Fadisol é uma empresa com marcante presença no agronegócio uruguaio e outros países da América do Sul, atuando na produção e comercialização sementes de culturas de inverno e verão.

O objetivo da parceria é avaliar a adaptação de novas linhagens e disponibilizar os materiais para produção e comercialização com exclusividade no Uruguai. “Além disso, há a possibilidade de conduzirmos uma unidade de pesquisa para a seleção de novas cultivares sob as condições locais”, afirma João Francisco Sartori, melhorista da Agroalpha.

A aveia preta é uma cultura muito importante no Uruguai, pois é a principal responsável por prover cobertura de palha para o plantio direto da soja, que ocupa uma área de 1.000.000 hecatres.  “Por lei, toda esta área é proibida de ficar em pousio, abrindo um grande mercado para culturas de inverno, como a aveia preta”, explica a coordenadora da unidade de cultivos de inverno da Fundação Pró-Sementes, Kassiana Kehl.

No Brasil, a denominada “aveia preta comum” deixou de ser reconhecida, abrindo uma ótima oportunidade para as cultivares melhoradas.  “Mas a importância e a utilização da aveia preta, seja para a produção de forragem ou para a cobertura do solo, não está restrita ao sul do Brasil; países vizinhos já estão importando sementes produzidas aqui”, salienta Sartori. “Brevemente nossas ações devem atingir outros países”, conclui.

 
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