Programa de alfabetização de safristas de campo completa seis anos
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Alfabetização

Programa de alfabetização de safristas de campo completa seis anos

Iniciativa desenvolvida pela Monsanto promove aulas dinâmicas para safristas
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A última edição do programa Letrado se encerrou nesta terça-feira (15) com mais de 40 safristas capacitados em Primavera do Leste e Campo Verde (MT). O projeto voltado para alfabetização, promovido pela empresa agrícola Monsanto, é realizado todos os anos de fevereiro a maio e de julho a outubro, época em que a empresa contrata os safristas para as operações de campo.

"O programa começou em 2012. Notamos que, ao contratar os safristas, alguns deles tinham dificuldades de assinar o próprio nome nos documentos da empresa. Foi aí que surgiu a ideia do programa Letrado. O objetivo é capacitar safristas por meio de aulas dinâmicas de ensino básico, para que, ao final do programa, eles saibam ler e escrever", explica Pedro Santos, responsável por coordenar o programa.

Os safristas que optam por participar recebem, no início do programa, um material escolar e começam a ter aulas durante a noite, no alojamento da companhia. Todos os dias as professoras ministram as aulas, que acontecem das 19h às 21h30.

Natanael dos Santos Oliveira é um dos safristas que participaram do programa este ano. Ele conta que já havia cursado o ensino médio, mas o programa o ajudou a retomar a prática de ler. "Eu já sabia ler e escrever, mas estava muito enferrujado. Agora retomei o costume de ler gibis, que era uma coisa que eu gostava muito e não fazia há muito tempo", comenta Natanael.

Ao longo de seis anos desde sua criação, o Letrado já capacitou mais de 520 safristas. Pedro comenta que antes de implementar o programa, a empresa tinha dificuldade em encontrar líderes para coordenar as equipes de trabalho, já que a maioria não conseguia ler nem escrever, o que impossibilitava o dia-a-dia operacional da função. Atualmente, sete safristas que foram contratados iletrados assumiram a liderança de equipes, graças ao Letrado.

"Saber ler e escrever deu perspectiva para o trabalho dos safristas. Eles entendem que isso os ajuda a conseguirem mais oportunidades. Além dos benefícios profissionais, faz diferença na vida pessoal também. Um deles comentou que depois de participar do programa, pôde começar a ajudar o filho pequeno com as tarefas da escola. Isso é muito gratificante para nós", relata Pedro.

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