Programa de fruticultura no RS pretende aumentar área plantada em 20%


Agronegócio

Programa de fruticultura no RS pretende aumentar área plantada em 20%

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O Programa Estadual de Fruticultura, que está sendo formatado por 34 instituições gaúchas, quer promover, em cinco anos, um incremento de 20% na área plantada com pomares comerciais no Rio Grande do Sul. Hoje, de acordo com a Emater/RS, 115,4 mil hectares abrigam produções frutíferas destinadas à comercialização no Estado. "O aumento da área deve acontecer a partir do segundo ano de funcionamento do projeto, porque antes é preciso fazer um trabalho de qualificação e reestruturação da cadeia produtiva", explica o diretor administrativo da Emater, Afonso Hamm.

Entre as metas do projeto também está uma previsão de alta de 15% na produtividade dos pomares gaúchos para a próxima safra. "Nossa fruticultura precisa de modernidade e competitividade para garantir melhores colocações no mercado", avalia o dirigente, lembrando que dois consultores foram designados para estudar os melhores canais de comercialização para as frutas gaúchas. "O sucesso das vendas também vai depender dos trabalhos de promoção e marketing", acrescenta Hamm.

Coordenado pela Secretaria da Agricultura, o programa deve ser lançado oficialmente no mês de junho. Além de concluir os detalhes do projeto, as entidades participantes estão agora em fase de captação de recursos. Segundo Hamm, Banco do Brasil, Banrisul, Bansicredi e a Agência de Fomento estão entre as fontes de financiamento. Por enquanto, o único valor estabelecido partirá do Plano Plurianual do governo do Estado, que deve destinar, de 2004 a 2007, R$ 50 milhões ao programa.

Entre os trabalhos que serão realizados pelos pesquisadores envolvidos no projeto estão a estruturação da cadeia produtiva de mudas, a readequação de viveiros e a recuperação de pomares já existentes. "Um hectare de produção frutífera fortalecido ou implantado mantém dois ou três empregos diretos no campo e outros dois cargos indiretos. Isso significa a permanência de uma família na zona rural", salienta Hamm. O diretor da Emater ainda comenta que um hectare de pomares gera uma renda média de R$ 10 mil por ano. "O valor pode chegar até a R$ 40 mil anuais", complementa Hamm.

Devem receber incentivos especiais do programa as cadeias produtivas da laranja, uva, banana, abacaxi, melão, melancia, figo, caqui e frutas de caroço, ou seja, pêssego, ameixa e nectarina.

Estado inicia colheita de citros

A maior região produtora de citros do Estado, o Vale do Caí, já iniciou a colheita das variedades precoces de bergamotas. De acordo com o assistente técnico de fruticultura da Emater, Paulo Lipp João, este ano a ocorrência de temperaturas frias poderá antecipar a coloração dos frutos e, conseqüentemente, fazer com que a colheita seja realizada mais cedo. Os preços recebidos pelos produtores de bergamota estão semelhantes aos registrados na safra anterior, ou seja, entre R$ 7,00 e R$ 10,00 para a caixa de 25 quilos da variedade Okitso.

A safra de laranja também está sendo colhida. Segundo Lipp, a perspectiva de valores para a fruta destinada à produção de sucos é positiva, já que a cotação melhorou no cenário internacional. "A demanda é grande e houve redução de área plantada no Rio Grande do Sul e em São Paulo", aponta. O técnico recorda que há 10 anos, a produção do Vale do Caí era dividida em 70% de laranja e 30% de bergamota. "Hoje essa relação foi invertida", revela.

O ataque da mosca-das-frutas é intenso no vale do Caí, e, segundo a avaliação do Conselho de Desenvolvimento Rural de Montenegro, pode haver perdas de até 50% em alguns casos. Os pesquisadores do Grupo de Extensão e Pesquisa em Citros (Grupex) também estão preocupados com o aparecimento do bicho-furão, que causa o apodrecimento das plantas e com a contaminação das mudas por cancro cítrico, principal praga dessas frutas. Para evitar problemas, o Grupex está orientando os produtores para que comprem apenas mudas de viveiros autorizados pela Secretaria da Agricultura.

Atualmente, o Rio Grande do Sul exporta 8 mil toneladas de bergamota por ano para outros estados. Por outro lado, os gaúchos são importadores de 150 mil toneladas de laranja anualmente. As safras 2003 das duas frutas devem ser semelhantes as colhidas no ano passado, quando os produtores obtiveram 120 mil toneladas de bergamota e 190 mil toneladas de laranja.

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