Programa discute soluções tecnológicas para atender demandas do meio rural

Agronegócio

Programa discute soluções tecnológicas para atender demandas do meio rural

Produção de hortaliças sai na frente em número de questões levantadas pelos extensionistas
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O reconhecimento da baixa conectividade entre as necessidades da população rural por parte de empresas e instituições de ensino e pesquisa saiu do âmbito das discussões internas e pontuais e resultou na criação do Grupo de Trabalho Inovação Tecnológica do Distrito Federal. Em plena vigência, as estratégias e linhas de ação do programa vêm sendo conduzidas por representantes da Emater-DF, de Unidades da Embrapa - Hortaliças (Brasília-DF) e Cerrados (Planaltina-GO) -, da Universidade de Brasília e do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Brasil – IFB, Campus Planaltina.

Idealizado pelo extensionista da Emater-DF Luiz Carlos Ferreira, coordenador do grupo, o programa tem como objetivo o fomento da inovação tecnológica no campo, por meio da articulação entre as instituições envolvidas, para que haja a devida apropriação do conhecimento pela população rural. "Tivemos a primeira reunião em agosto de 2015 e, desde então, a partir de um mapeamento de demandas da cadeia produtiva, identificadas pelos técnicos da Emater-DF, procuramos as chamadas ‘respostas tecnológicas' que pudessem atender às necessidades levantadas e discutidas pelo grupo", explica o pesquisador Juscimar Silva, ponto focal do programa no âmbito da Embrapa Hortaliças.

Entre as demandas levantadas, a produção de hortaliças sai na frente em número de questões levantadas pelos extensionistas. Bastante compreensível, na opinião do pesquisador, já que o Distrito Federal se destaca na produção de hortaliças, se comparadas à fruticultura e bovinocultura, por exemplo. "Tendo em vista o volume e a diversificação das hortaliças cultivadas na região, temos demandas de A a Z, o que aumenta a nossa participação e também a nossa responsabilidade", observa.

De acordo com Silva, com a lista das necessidades identificadas em mãos, cada componente avalia como a sua instituição poderia dar respostas às questões demandadas. "Aquelas onde existe a correspondente resposta da pesquisa, isto é, a tecnologia existe e pode ser aplicada, é levada até os demandantes, ou outras ainda em andamento, que num futuro próximo possam ser transferidas". No último caso, ele cita como exemplo de demanda identificada a carência de sistema de produção de sementes orgânicas. "Com relação a esse tema, o pesquisador Warley Nascimento coordena projeto de pesquisa com vistas a disponibilizar cultivares e tecnologias para a produção de sementes de hortaliças em sistemas orgânicos".  Da lista de demandas levantadas, atendemos entre 60 a 70 por cento, com projetos e/ou pesquisas que já foram finalizadas.

No caso de não existir resposta tecnológica para determinada demanda, um dos caminhos poderá ser o envolvimento de agências de fomento à pesquisa no DF, no caso a Fundação de Amparo à Pesquisa do DF – FAPDF . Uma alternativa seria essa agência incluir em seus editais temas de pesquisa que atendam as demandas em aberto ou mesmo abrir um edital induzido, voltado exclusivamente para as questões identificadas.

EDITAL INDUZIDO

Diferentemente da "demanda espontânea", por exemplo, que acolhe propostas sobre as mais variadas áreas temáticas, o edital induzido teria como objetivo contemplar propostas que apontem soluções de problemas, ferramentas e metodologias inovadoras numa determinada questão. Nesse contexto, o pesquisador destaca que telas fotosseletivas (coloridas) têm sido amplamente utilizadas na região, mas a eficiência dessas ferramentas na produção hortícola carece de estudos comprobatórios.

"Há outras práticas agrícolas que estão sendo adotadas no DF e que são carentes de dados técnicos que atestem a sua eficácia, por isso é importante que os atores envolvidos diretamente em C&T conjuguem esforços para validar tais práticas", considera o pesquisador. "Portanto, seria perfeitamente viável a abertura de um edital pela FAPDF convocando projetos que tenham essa especificidade".

Foto: Henrique Carvalho


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