Programa lança metas para beneficiar couro

Agronegócio

Programa lança metas para beneficiar couro

MS está entre os tops em qualidade de couro, mas ainda longe da classificação exigida
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A partir de hoje Mato Grosso do Sul estará inserido no Programa Brasileiro da Qualidade do Couro, que pretende atuar desde a produção até a industrialização para a produção de peles de qualidade. O lançamento será às 9 horas o Sebrae, em Campo Grande. A coordenadora nacional do Programa Brasileiro da Qualidade do Couro, Creusa Marlene Batista ressalta que o Mato Grosso do Sul, que tem o maior abate anual de bovinos e portanto é o maior produtor de couro, está também entre os tops na qualidade. Apesar disso, a classificação da pele ainda não é a que o mercado internacional exige, a A, dada para produtos totalmente livres de marca de fogo, de berne ou outros problemas, como furos e sarna, por exemplo.

O programa vai implantar cinco módulos na busca da agregação de valor. O primeiro enfoca a esfola a retirada do couro e vai levar treinamento dentro dos frigoríficos e matadouros do Estado. O módulo dois é voltado especificamente para pecuaristas, são palestras para produtores e também tratadores de animais; o terceiro é o universitário, onde são estabelecidos convênios com universidades federais e escolas técnicas. Serão treinados 40 alunos de cada para se tornarem multiplicadores de conhecimento. Cada um ganha R$ 20,00 por hora trabalhada nas fazendas, uma ajuda de custo do Centro das Indústrias de Curtume do Brasil e Sebrae. O módulo quatro trata dos cuidados com o couro de caprinos e ovinos e o último de peles exóticas, no caso de Mato Grosso do Sul, que detém dois terços do Pantanal, voltado para peixes e jacarés criados em cativeiro.

Creusa ressalta que hoje uma pele de 70 por 100 centímetros de peixe vale cerca de R$ 1 mil no mercado internacional, produto que muitas vezes acaba indo parar no lixo ao invés de ser tratado. “Temos pele de jacaré do Pantanal enfeitando Ferrari. É o lixo virando luxo”, diz. No caso do couro bovino, o desafio é aumentar a qualidade e também atrair indústrias que beneficiem o produto e não se limitem a exporta-lo apenas semi-manufaturado. Em Campo Grande, por exemplo, está se estabelecendo uma unidade da Braspelco, destaque entre as processadoras de pele do País.


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