Programa troca-troca de calcário desperta interesse em Brasília

Agronegócio

Programa troca-troca de calcário desperta interesse em Brasília

Números demonstram o avanço da produtividade agrícola após a implementação doprograma
Por:
1038 acessos
Foi muito prestigiada a audiência pública realizada nesta terça feira (01-06) na Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados em Brasília. Com auditório completamente lotado por parlamentares e representantes do setor de calcário de todos os estados brasileiros, o evento que homenageou o Dia Nacional do Calcário, comemorado dia 24 de maio, foi proposta dos deputados Luiz Carlos Heise de RS, Odacir Zonta e Celso Maldaner de SC. De SC apenas dois deputados estavam presentes: Odacir Zonta e Celso Maldaner.

A importância do calcário na correção do solo e aumento da produtividade agrícola foi debatida por três horas, com exposições de diversas entidades ligadas ao setor. O programa troca-troca de calcário, executado em SC e que foi exposto pelo diretor executivo da Fecoagro Ivan Ramos, despertou especial atenção dos presentes. Os números dos últimos 10 anos, que foram mostrados demonstram o avanço da produtividade agrícola após a implementação desse programa. Ao encerrar a audiência pública, foram inúmeros os contatos de entidades de outros estados interessados em saber maiores informações dos programas existentes em SC.

Executado em parceria com a Secretaria da Agricultura do Estado há mais de 12 anos, o programa tem sido referência para atingir os pequenos agricultores que tem dificuldades de acessar ao calcário agrícola. A Fecoagro mostrou na Câmara Federal que no período de 2001 a 2010 foram distribuídos 1 milhão e 925 mil toneladas de calcário, atendendo 128,5 mil agricultores e o Governo do Estado subsidiou, no período, R$ 58,9 milhões. Quinze cooperativas catarinenses participam do programa troca-troca de calcário, atendendo 68,6 mil agricultores. No sistema Direto ao Produtor, onde o agricultor recebe o calcário gratuitamente se for retirar nas mineradoras, foram atendidos 60 mil agricultores, com subsídio de R$ 17,3 milhões.

A audiência pública realizada na Comissão de Agricultura da Câmara Federal serviu para dar ciência aos parlamentares e aos representantes do governo federal a importância que o calcário tem para aumentar a produtividade agrícola. Os palestrantes de diversos órgãos, entidades e associações foram unânimes ao demonstrar que o setor agrícola vem desperdiçando recursos com fertilizantes por falta de correção do solo. A não aplicação de calcário inibi o aproveitamento dos nutrientes dos fertilizantes. Dados mostrados pela Associação Brasileira de Produtores de Calcário evidenciam que somente em 2010, foram perdidos mais de R$ 6 bilhões em desperdício de fertilizantes por falta de correção adequada do solo. A intenção da audiência pública foi conscientizar os governantes e parlamentares para que sejam implementadas políticas públicas de incentivo ao uso de análise de solo e aplicação de calcário e desta forma reduza o desperdício de fertilizantes que se perde se não houver correção do solo.

O deputado Odacir Zonta, presente na audiência disse que o novo Plano de Safras 2011/2012 precisa contemplar programas de incentivo ao uso de calcário com linhas de crédito de longo prazo e juros reduzidos para que o produtor possa suportar este tipo de investimento. Recomendou, aos representantes do governo federal presentes na audiência, para que implementem programas semelhantes aos existentes em SC que são inovadores, com resultados práticos e que tem ampliado a produtividade em SC.

Aproveitando a estada em Brasília o presidente da Fecoagro e da Coopervil Luiz Vicente Suzin, acompanhado pelo Deputado Celso Maldaner esteve reunido com o Secretário Executivo no Ministério da Agricultura, Milton Elias Ortolan. Foi apresentar reinvindicações da Coopervil no que diz respeito à produção de espumante e Sucos de uva. Pediu apoio para assegurar a permanência do registro do espumante produzido com uva Niágara, uma vez que entidades gaúchas estão denunciando que essa variedade de uva, por ser comum não pode utilizar o título de espumante, pois esse produto somente pode ser produzido com uvas viníferas. A eventual proibição de produção dos espumantes da Coopervil com uvas produzidas na região poderão prejudicar um expressivo número de produtores da região do alto vale do rio do peixe. Suzin também apresentou projeto para ampliação da Indústria de sucos, cujos investimentos demandarão recursos de R$ 10 milhões, O Secretário do Ministério da Agricultura comprometeu-se em repassar os pleitos à Câmara Setorial do Vinho para analisar os pedidos.

Atenção: Para comentar esse conteúdo é necessário ser cadastrado, faça seu cadastro gratuíto.
  • Clicar no botão Entrar caso já possua cadastro no Agrolink
  • Se não tiver cadastro ainda em nosso site Cadastre-se gratuitamente e terá acesso a conteúdos exclusivos
  • Clique aqui todas as vantagens de fazer seu cadastro no Agrolink