Proibição do 2,4-D aumentaria os custos em 400% 

DESPESAS

Proibição do 2,4-D aumentaria os custos em 400% 

Na soja, os custos poderiam sofrer um aumento de até 800%
Por: -Leonardo Gottems
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Um estudo realizado em 2015 pelo professor doutor da Universidade Estadual do Norte do Paraná, Robinson Osipe, indicou que a ausência do herbicida 2,4-D nas culturas de soja, cana-de-açúcar, milho, trigo, arroz e café, causaria um aumento de 418% nos custos da agricultura brasileira. De acordo com o professor, o custo da produção agrícola teria um aumento muito significativo se tivesse que substituir o 2,4-D por outros herbicidas existentes no mercado. 

"Na cultura do milho este aumento seria de 496%, enquanto que na cultura da cana-de-açúcar a projeção seria de 623% superior. A operação de manejo das plantas daninhas visando o plantio direto da cultura de trigo e o controle em pós-emergência na cultura do arroz, teriam um acréscimo de custo da ordem de 550% e 557%, respectivamente" 

Para engenheira agrônoma e agricultora Claudia Andrea Aquino Silveira, da Fazenda Urutau, localizada em Antônio João (MS), que utiliza o produto na lavoura, o herbicida é seguro tanto para o aplicador quanto para as lavouras vizinhas. Ela diz ainda que o custo do 2,4-D é 50% menor do que as outras opções que ela poderia utilizar. 

"Na cultura de soja, por exemplo, a opção econômica mais próxima seria o chlorimuron, mas com algumas restrições sobre instantes costumeiramente presentes no mercado. Mesmo assim, esse herbicida aumentaria 58,51% o custo do controle em relação ao 2,4-D. Se a substituição fosse com aplicação sequencial dos herbicidas glifosato e paraquat, o gasto seria o maior de todos, com R$ 72,75/ha, aumentando o custo em média de 800%", comenta. 

Segundo ela, no caso do milho a situação não seria muito diferente do que a da oleaginosa. “Já na cultura do milho, o preço médio da aplicação do 2,4-D no manejo em plantio direto é de R$ 8,19/ha. A média dos herbicidas alternativos está muito acima disso, em R$ 48,86/ha, o que representa um adicional de quase 500%", finaliza. 

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