Projeções do USDA para o frango brasileiro em 2016 e 2017

Agronegócio

Projeções do USDA para o frango brasileiro em 2016 e 2017

O USDA agora prevê que o abate de frangos aumentará quase 3.
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Depois de prever (fevereiro passado) que o abate de frangos no Brasil em 2016 cresceria apenas 1%, ficando em 6,370 bilhões de cabeças, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) agora prevê (projeções de agosto corrente) que aumentará quase 3%, ficando próximo dos 6,5 bilhões de cabeças.

Com esse incremento, a produção de carne de frango do corrente exercício, cuja expansão foi inicialmente prevista em pouco mais de 3%, deve expandir-se 4%, chegando aos 13,670 milhões de toneladas.

Essas alterações são reflexo, sobretudo, da evolução das exportações, que têm crescido em índices superiores aos originalmente estimados. Para o USDA, que na previsão anterior sinalizava incremento de 6,5%, elas devem aumentar perto de 10% e chegar aos 4,2 milhões de toneladas.

Notar, de toda forma, que em suas análises sobre as exportações de carne de frango próprias ou de terceiros, o órgão da agricultura norte-americana desconsidera patas/pés de frango. Assim, levando em conta os dados da SECEX/MDIC para as exportações brasileiras de carne de frango de 2015 e mantendo o mesmo índice de expansão apontado pelo USDA (+9,6%), o volume efetivo embarcado no corrente exercício ficaria próximo dos 4,650 milhões de toneladas.

O que praticamente não se altera nas projeções para 2016 é a disponibilidade interna de carne de frango. Mesmo assim, o USDA efetuou ligeira correção para baixo no índice de expansão prevista. Lembrar, neste caso, que o volume disponível previsto tende a ser menor que o apontado, pois afetado pela não contabilização de pés/patas na exportação.

Já em relação ao próximo exercício, a primeira previsão do USDA sugere incremento de 3% no número de cabeças abatidas e no volume de carne de frango produzida. E como, para as exportações, o aumento previsto (+5,2%) está acima desses índices, a disponibilidade interna terá índice de expansão não muito maior que o apontado para 2016, em torno de 2%.

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