Projeto aumenta produtividade de arroz no Rio Grande do Sul

Agronegócio

Projeto aumenta produtividade de arroz no Rio Grande do Sul

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O Projeto CFC, desenvolvido pelo Fundo Latino Americano do Arroz Irrigado (Flar) e pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) já está trazendo resultados concretos para as lavouras de arroz do Rio Grande do Sul. Graças às novas técnicas de manejo aplicadas nas propriedades gaúchas, a produtividade de 100 mil hectares, entre os 1,041 milhão cultivados no Estado, aumentou de uma média de 6,2 toneladas para 10 toneladas por hectare. “Foram ganhos obtidos com mudanças simples”, informa Eduard Pulver, técnico da Flar que está auxiliando os produtores gaúchos na implementação das novas medidas. Entre elas, revela, estão a racionalização do uso de sementes e o preparo do solo para o recebimento de adubos.

O Projeto CFC faz parte do Programa Arroz RS, e começou a ser implementado no Rio Grande do Sul em 2003, pelo Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga). “Trabalhamos com 65 produtores líderes em 17 municípios, que depois disseminam as informações para outros agricultores”, explica Pery Coelho, presidente do Irga e do Flar. Ao todo, relata, foram beneficiados este ano 1,3 mil arrozeiros pelo projeto no Estado. “Para 2005 nossa projeção é trabalhar com 150 produtores líderes”, destaca Coelho. O programa encerra em 2007.

Na manhã de ontem, o representante do FAO, Piero Confori, esteve reunido com o presidente do Irga para analisar os primeiros resultados do Projeto CFC no Rio Grande do Sul. Confori, que esteve visitando lavouras de arroz no Estado, observou boas potencialidades para o setor, e ressaltou o bom nível de comunicação entre os extensionistas e os produtores rurais dentro do programa. O mesmo projeto está sendo aplicado na Venezuela, onde o representante estará esta semana também analisando resultados.

Segundo Coelho, o arroz é um produto estratégico no Rio Grande do Sul, que responde por 50% da produção nacional do grão. “Este ano sofremos muito, principalmente com a concorrência externa ao nosso produto”, afirma o dirigente. O Brasil, apesar de ter se tornado auto-suficiente na produção de arroz, é obrigado a continuar importando do Uruguai e Argentina por causa de acordos firmados no âmbito do Mercosul. “Ao longo de 2004, foram 625 mil toneladas compradas dos outros países do bloco”, ressalta Coelho.

O resultado é queda nos preços, hoje em torno de R$ 24,00 o saco, para um custo de produção em torno de R$ 30,00 o saco. “Não podemos deixar que isso continue no ano que vem, pois vai acabar desestimulando as lavouras, e nos tornaremos eternamente importadores”, diz Coelho. “Esta é a hora da virada, de nos tornarmos exportadores de arroz”, enfatiza o dirigente.


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