Projeto busca variedades de tomate mais resistentes

ESTUDO

Projeto busca variedades de tomate mais resistentes

"O objetivo é encontrar alternativas para o uso de agrotóxicos na agricultura"
Por: -Leonardo Gottems
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O Instituto de Recursos Naturais e Agrobiologia Salamanca (IRNASA-CSIC), na Espanha, está desenvolvendo um projeto que busca variedades de tomate mais resistentes a pragas com ajuda de microorganismos. No entanto, enfrenta o desafio de formar um novo grupo de pesquisa que possa ser consolidado apesar das dificuldades enfrentadas pela ciência espanhola. 

De acordo com Ainhoa Martínez Medina, pesquisador do Conselho Superior de Pesquisas Científicas (CSIC), ele já ele incorporou à equipe um médico que coordenará o laboratório e no próximo ano um bioinformático chegará. “Toda ajuda será essencial diante de um desafio ambicioso, complexo, interdisciplinar e, em parte, arriscado”, comenta. 

"O objetivo é encontrar alternativas para o uso indiscriminado de agrotóxicos na agricultura, o que causa muitos problemas tanto para a saúde humana quanto para o meio ambiente. Por exemplo, eles são usados para matar todos os insetos de culturas, sem discriminação, e devemos levar em conta que muitos deles são benéficos e que os polinizadores, como as abelhas, são fundamentais”, diz ele. 

É por isso que ele acredita que os pesquisadores que trabalham em fábricas têm uma grande responsabilidade. Nesse sentido, "minha linha de pesquisa passa pelo uso de microorganismos que são benéficos para as plantas, de uma forma que lhes permite lutar contra as pragas por si mesmos", ressalta. 

“Tradicionalmente, pensamos em bactérias e microorganismos em geral como elementos nocivos, mas hoje já se espalhou a ideia da sua importância quando falamos, por exemplo, a microbiota intestinal em seres humanos, que promove o nosso sistema imunológico. Em plantas ocorre o mesmo e, à medida que se acumulam muitos microrganismos no intestino, eles fazem isso na raiz, por isso queremos reforçá-los para se proteger sem o uso de pesticidas", explica o cientista. 


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