Projeto da Bayer tecnifica viticultores

Agronegócio

Projeto da Bayer tecnifica viticultores

Programa Mais Qualidade envolve produtores de Marialva (PR)
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Dos mais de 1 mil viticultores envolvidos com a produção de uvas em Marialva (PR), 380 participam do Programa Mais Qualidade, desenvolvido pela Bayer CropSciense e que tem como principal objetivo auxiliar os produtores a obterem frutas com melhor qualidade.

O projeto iniciou no município em setembro do ano passado com orientações para o manejo correto da cultura, que envolve desde a poda, passando pela adubação, cuidados e carência dos agrotóxicos até a comercialização das uvas em outros estados, principalmente em São Paulo. "Os viticultores aderem ao Programa a custo zero Eles recebem assistência técnica diferenciada e devem seguir todo um planejamento, evitando problemas sanitários e elevando o grau brix (teor de doçura) da produção", ressalta Ademir Santini, gerente de culturas hortifruti da Bayer CropSciense para a região Sul.

Toda a exigência é porque no Mais Qualidade, o grau brix de produção deve atingir pelo menos 14, um grau a mais do que a lei do município. Quando a uva está pronta para a colheita, o produtor chama os agentes do programa, que realizam um monitoramento in loco, avaliando se a uva está sadia e segue os mais diversos requisitos, como a coloração, diâmetro da baga, peso do cacho, sanidade, manchas, entre outros. "Passando em todas as características exigidas e com um grau brix acima de 14, a uva recebe o selo do Mais Qualidade, um diferencial de mercado", avalia Santini.

O gerente da Bayer diz ainda que há viticultores na cidade recebendo de 10% a 12% a mais em relação ao preço normal de mercado graças ao selo do Programa. "O monitoramento é rigoroso e a uva sem o selo acaba caindo numa vala comum O consumidor final dita as regras do jogo, por isso a importância de termos um brix acima de 14 O tempo do produto nas prateleiras diminui substancialmente".

O produtor familiar José Carlos Rolla foi um dos primeiros a receber o selo Mais Qualidade em Marialva Com a ajuda da esposa, Gislaine Aparecida de Oliveira Rolla, de sua mãe e de irmão, trabalham em uma área de um hectare de uva, na qual investiram cerca de R$ 60 mil. "Eu nunca exagerei na colheita de uvas verdes, porque se não serve para mim não vai servir para o consumidor. Eu pretendo colher 18 toneladas nesta safra de verão", relata José Carlos, sem esconder a expectativa pela reação dos preços no período de Natal. "Estamos apenas preocupados com a produção da Bahia, porque eles geralmente vendem ao exterior, mas com o dólar em baixa, estão visando o mercado interno".

O viticultor salienta que ingressar no Programa foi muito importante para vender sua uva a melhores preços, que além de São Paulo, vai para outros estados como Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. "A gente solicita aos técnicos para vir selar a nossa uva, garantindo que está doce e que não vai ficar parada nos mercados".

Apesar de a cultura exigir um trabalho manual intenso, José está satisfeito com sua produção. "Estou investindo num processo de irrigação para melhorar ainda mais os resultados", completa ele, que planta as variedades Itália, Benitaka, Brasil e Rubi.

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