Projeto da Emater-PA incentiva a produção em áreas degradadas
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Agronegócio

Projeto da Emater-PA incentiva a produção em áreas degradadas

O projeto desenvolvido em quatro roças na modalidade comunitária deve render mil e duzentas sacas de milho em 20 hectares de plantação
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Quarenta famílias de agricultores do Vale do Mucura II, em São Geraldo do Araguaia, sudeste do estado, começaram a colheita da safra de milho. Elas integram o projeto “Terra Viva”, desenvolvido pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater), que prevê a recuperação dos campos degradados para plantio de alimentos a reutilização das terras cansadas pela utilização de pastagens e preservando as matas ainda existentes por não utilizar de derrubadas para fazer as roças. O projeto conta com o apoio da Prefeitura Municipal.


O projeto desenvolvido em quatro roças na modalidade comunitária deve render mil e duzentas sacas de milho em 20 hectares de plantação, número considerado alto para a região, que registrava produção de no máximo 20 sacas de milho por hectare. Segundo dados da Emater, a expectativa de colheita era de 80 sacas/ha, mas pelo menos 30% da produção foi perdida devido ao ataque da Cigarrinha-das-pastagens, praga que já foi controlada.

A Emater atribui o aumento da produção ao trabalho técnico desenvolvido no campo, à análise e à correção do solo realizado nas propriedades. Toda a produção será investida na criação de pequenos animais para as famílias participantes do projeto. Segundo o técnico da Emater, Edilson Pereira, a criação de galinha e porco, por exemplo, estava se tornando quase impraticável por conta dos gastos com a alimentação para os animais.


Após a colheita, a área usada para o cultivo de milho dará lugar ao plantio de melancia e feijão caupi. Essa última cultura, uma leguminosa, ajuda naturalmente na adubação, especialmente com o nitrogênio, que dá mais vigor a planta e ajuda no crescimento.

Para o próximo ano a Emater tem expectativa de incluir 60 novas famílias no projeto, para tanto, as novas áreas já começam a ser identificadas a partir do próximo mês de julho. “O trabalho vem contribuindo para reduzir o desmatamento feito para a abertura de novas áreas para o plantio. Nosso papel é instruir os agricultores a usar os espaços que eles consideravam improdutivos”, adiantou.

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