Projeto de potássio da Falcon Metais deve reduzir custos dos fertilizantes para o agronegócio brasileiro
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Agronegócio

Projeto de potássio da Falcon Metais deve reduzir custos dos fertilizantes para o agronegócio brasileiro

Localizada na Bacia do Amazonas, a operação vai triplicar a produção atual e reduzir a importação de cloreto de potássio, favorecendo desde a agricultura familiar aos grandes produtores
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A Falcon Metais Ltda, uma empresa brasileira, constituída em parceria com investidores nacionais e estrangeiros, tem como objetivo tornar-se um dos maiores produtores de potássio do Brasil, caso suas explorações geológicas e geofísicas na Bacia do Amazonas apresentem os resultados esperados.

Convidada pela Petrobras, proprietária das concessões e direitos minerais na região, a equipe da Falcon Metais apresentou a proposta vencedora para tornar-se a nova concessionária destes direitos minerais. Demonstrando vigor na disputa para a pesquisa e exploração da área, a proposta da Falcon Metais foi 60% superior ao preço mínimo pretendido pela Petrobras. Desta vez, os esforços do Governo do Estado do Amazonas na promoção desta oportunidade de investimento não foram em vão, já que a primeira licitação promovida pela petrolífera, ocorrida em 2006, não foi bem sucedida, graças à absoluta ausência de interessados (nacionais e internacionais) naquela época.

Diante da alta demanda por fertilizantes, desde 2007 geólogos da Falcon Metais, sediada em Belo Horizonte, vêm avaliando o potencial geológico de diversas regiões do Brasil, a fim de desenvolver projetos nessas áreas que resultem numa maior oferta do produto. Dentre as áreas mais promissoras destaca-se a Bacia do Amazonas que, além dos depósitos já conhecidos nos municípios de Nova Olinda e Itacoatiara, contem grandes extensões nos estados do Amazonas e Pará, que ainda não tiveram todo seu potencial dimensionado por estudos e pesquisas.

Dessa forma, de acordo com a legislação mineral vigente, a Falcon Metais solicitou várias licenças para pesquisa mineral, que irão demandar investimentos de alto risco em sondagens geológicas e estudos geofísicos. Além do risco, o investimento para pesquisa é extremamente elevado – uma vez que o custo estimado de cada furo exploratório, a profundidades abaixo de 1.000 metros, é superior a R$ 1 milhão e, a cada ano, várias perfurações são necessárias para a avaliação das áreas mais promissoras.

Desde que foi declarada vencedora na licitação dos direitos minerais que englobam as reservas geológicas de potássio conhecidas em Nova Olinda do Norte e Itacoatiara, a Falcon Metais já conduziu vários estudos técnicos detalhados nesta área. Para garantir a rápida implantação do projeto, a empresa já realizou a contratação de consultores e empresas de engenharia especializadas no desenvolvimento de projetos e elaboração de estudos ambientais, necessários à obtenção das licenças legais.

As conclusões iniciais destes estudos indicam que são grandes as possibilidades de implantação do projeto até 2012, a um custo estimado de aproximadamente R$ 3 bilhões para a primeira fase – onde está prevista a produção anual de dois milhões de toneladas de cloreto de potássio (KCl), matéria prima essencial à indústria de fertilizantes. A produção estimada na primeira etapa do projeto corresponde ao triplo da produção nacional atual, volume que reduziria a atual dependência brasileira de importações do produto, estimada em sete milhões de toneladas de cloreto de potássio por ano.

A equipe técnica e gerencial do grupo controlador da Falcon Metais é composta por profissionais brasileiros com larga experiência na pesquisa e desenvolvimento de projetos de mineração no Brasil, dentre eles, a reativação da Mina de Ouro de Jacobina no Estado da Bahia, em 2003 – ainda em operação, a mina gera 1.200 empregos diretos e tem investimentos superiores a R$ 100 milhões. Agora, a equipe está envolvida na implantação de uma mina de vanádio no município de Maracás, também no Estado da Bahia, onde serão investidos aproximadamente R$ 400 milhões, a partir de 2009.

“Somos uma empresa brasileira sem qualquer associação com quaisquer cartéis ou empresas produtoras, ou distribuidoras, de fertilizantes estrangeiras. Nosso objetivo é criar uma companhia de classe mundial, dedicada ao mercado nacional, e que deverá ser aberta ao mercado acionário brasileiro”, explica Hélio Diniz, presidente da Falcon Metais. “A localização das jazidas, no coração do território brasileiro, privilegia o mercado doméstico, um dos maiores consumidores mundiais de fertilizantes. Com a implantação do projeto, o maior beneficiado será o agronegócio brasileiro, graças à economia resultante dos elevados custos de transporte internacionais”, comenta o executivo, que conclui: “estamos prontos e ansiosos para apresentar ao Governo do Brasil, nas instâncias federal e estadual, os nossos planos e compromisso com o Brasil. Consideramos legítimas as preocupações do Governo Federal no que diz respeito à importância estratégica dos fertilizantes para o País, líder mundial na agricultura, e estamos dispostos a oferecer as garantias necessárias para o rápido avanço do projeto.


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