Projeto piloto da Emater-MG leva boas práticas de fabricação aos produtores
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Agronegócio

Projeto piloto da Emater-MG leva boas práticas de fabricação aos produtores

A intenção é monitorar o processo de produção das agroindústrias e ajudá-las a corrigir eventuais problemas que forem detectados
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A intenção é monitorar o processo de produção das agroindústrias e ajudá-las a corrigir eventuais problemas que forem detectados

Três agroindústrias familiares assistidas pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG) serão alvos de um projeto piloto que vai acompanhar o processo de implantação e consolidação de Boas Práticas de Fabricação (BPF) – conjunto de medidas necessárias para garantir a qualidade sanitária e a segurança alimentar dos produtos.


O trabalho, a ser desenvolvido em parceria com a Embrapa Agroindústria de Alimentos e centros de ensino, vai acompanhar o processo de produção de rapadura, em uma fábrica de Ouro Preto, de geleia de pimenta biquinho, em Mariana, e de processamento de palmito, em Itabirito. Todos municípios da área de abrangência da regional Emater-MG de Belo Horizonte.

O objetivo, segundo o gerente regional da Emater-MG, Elmer Ferreira, é detectar e corrigir eventuais problemas, durante o processo de fabricação dos alimentos e de produção da matéria-prima, usando metodologia da Embrapa. “Concluímos que a nossa atuação vai além da construção da agroindústria e é preciso continuar acompanhando todo o processo para sugerir mudanças se necessário. Entendemos que a aplicação rotineira das BPF garante a segurança alimentar”, argumenta.

Ainda segundo Elmer, o projeto será desenvolvido em três fases: qualificação técnica dos extensionistas, que já estão recebendo treinamento da Embrapa; repasse do conhecimento recebido pelos extensionistas aos produtores; e acompanhamento da execução do aprendizado nas agroindústrias pela empresa do Governo federal.


O acompanhamento da Embrapa será feito por meio de questionários e visitas às agroindústrias. A proposta é ter indicadores que permitam uma correção do processo de fabricação dos produtos, em eventuais desvios. O pesquisador da Embrapa Agroindústria de Alimentos, Fenelon Neto, confirma que Minas Gerais integra um grupo de nove estados brasileiros selecionados pelo órgão estatal federal para participar pactuar um trabalho que envolverá a parceria da extensão rural, centros de ensino e órgãos sanitários, buscando incorporar as BPF de alimentos nas agroindústrias.

Para o pesquisador, o entendimento do funcionamento dos processos permitirá saber lidar com eles. De acordo com Fenelon, a iniciativa pode ser entendida como uma ferramenta preventiva para evitar contaminações nos alimentos. Segundo ele, até 2014 o trabalho deverá gerar relatórios e uma série de ações participativas em que estarão juntos extensionistas, produtores e pesquisadores.

O extensionista local de Itabirito, Lucio Passos Ferreira, elogia a iniciativa e acha que ela vem em boa hora para os agricultores da Associação dos Produtores de Palmito da Estrada Real Região dos Inconfidentes (Aperi). Os produtores estão implantando uma agroindústria de processamento de palmito no município e a expectativa é entrar em operação até o final do ano. “Um trabalho como esse, que envolve o monitoramento das BPF, chega num momento oportuno, pois a fábrica vai começar a produzir, pegando uma mão de obra sem vícios”, argumenta. A agroindústria de palmito de Itabirito é uma das que serão monitoradas pela parceria Embrapa e Emater-MG.


Fenafra

Além de ser objeto de pesquisa e acompanhamento no projeto das BPF, a agroindústria de geleia de pimenta biquinho de Mariana também terá papel de destaque na próxima Feira Nacional da Agricultura Familiar (Fenafra), no período de 21 a 25 de novembro, na cidade do Rio de Janeiro (RJ). Segundo a associada Marinalva dos Santos Salgado, o grupo de produtores formado por seis mulheres e um homem se prepara para produzir 1.200 potes de 200 gramas do doce.

O grupo de agricultores é representado coletivamente pela Associação dos Hortigranjeiros de Bento Rodrigues, distrito de Mariana. De acordo Marinalva, a produção média diária da geleia de pimenta gira em torno de 300 potes de 180 gramas, mas pode superar esta marca de acordo com a demanda. A equipe já tem experiência em participações de feiras de agricultura, tendo marcado presença na Fenafra 2011, Superagro e Agriminas.

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