Projeto promove multiplicação e distribuição de sementes de milho crioulo
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Imagem: Divulgação
AGRICULTURA

Projeto promove multiplicação e distribuição de sementes de milho crioulo

Uma lavoura experimental foi implantada em Santa Maria (RS)
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A Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (SEAPDR), por meio do Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária e da Emater/RS-Ascar, está unindo pesquisa com extensão rural para promover a multiplicação e distribuição de sementes das variedades de milho crioulas Palha-roxa e Dente-de-cão a agricultores familiares da região de Santa Maria.

Uma lavoura experimental foi implantada no Centro de Pesquisa em Florestas, em Santa Maria, a partir de sementes crioulas cedidas por agricultores do município de Dilermando de Aguiar. A pesquisadora Gerusa Pauli Kist Steffen coordenou um ensaio de pesquisa para avaliar o efeito de insumos biológicos no incremento da produtividade e qualidade da cultura do milho. As plantas foram manejadas em sistema orgânico, sem o uso de agrotóxicos, com adubação orgânica e mineral, e em cultivos consorciados com feijão preto e mandioca.

"Foi observado incremento na produtividade e qualidade do milho e do feijão consorciado pela inoculação do fungo Trichoderma, comprovando benefício do seu uso na agricultura familiar. Este fungo já é utilizado em grandes culturas, porém há poucas informações sobre sua aplicação em variedades crioulas", conta.
As sementes de Dente-de-cão e Palha-roxa estão em fase final de colheita e serão distribuídas pelo escritório regional da Emater/RS-Ascar em Santa Maria a partir de março. "Esta proposta de pesquisa e multiplicação de variedades crioulas continuará neste e nos próximos anos. Nosso objetivo é gerar informações técnicas que contribuam para melhorar a qualidade e a produtividade desta cultura tão importante para a agricultura familiar do Estado", destaca Gerusa.

Além de permitir a sustentabilidade e autonomia alimentar de agricultores familiares, a preservação de variedades crioulas é essencial para o melhoramento vegetal, já que representam boas fontes de variabilidade genética em cruzamentos vegetais, resultando em novas variedades agrícolas. "As projeções apontam para um grande aumento da população mundial até 2050, o que implica na necessidade de aumentar também a produção de alimentos. Para isso, é necessário somar avanços tecnológicos com variabilidade genética e biodiversidade", ressalta a extensionista da Emater/RS-Ascar Luana Fernandes Tironi.


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