Proposta de estatal nacional de extensão rural seguirá para Planalto
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Agronegócio

Proposta de estatal nacional de extensão rural seguirá para Planalto

Domingos Sávio: é necessário investimento governamental na implantação de pesquisas
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Domingos Sávio: é necessário investimento governamental na implantação de pesquisas

A subcomissão do leite, criada pela Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, vai pedir à presidente Dilma Rousseff a criação de uma empresa brasileira de extensão rural, com o objetivo de formar produtores rurais e capacitá-los para utilizar pesquisas e tecnologias de ponta em suas propriedades.


De acordo com o presidente do colegiado, deputado Domingos Sávio (PSDB-MG), há um consenso entre os membros da cadeia produtiva sobre a necessidade de investimento na implementação das pesquisas. "Estamos encaminhando para a presidente Dilma uma proposta de criação de uma empresa nacional de extensão rural, porque as tecnologias são desenvolvidas na Embrapa, mas essa pesquisa não está chegando ao produtor”, afirmou.

O Brasil possui, segundo Sávio, uma média de produção de leite por vaca ainda muito baixa. “Há conhecimento científico para mudar a situação.” Cada vaca brasileira produz, em média, 1.690 litros por ano, enquanto a média anual argentina, por exemplo, é de 5.270 litros anuais, de acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos.

O relator da subcomissão, deputado Alceu Moreira (PMDB-RS), disse que deveria haver um técnico agrícola para cada 100 produtores rurais enquanto a proporção atual é de um para cada 1.200. “O produtor rural brasileiro tem de continuar reduzindo, até 40%, o custo da porteira para dentro. Temos de investir maciçamente em extensão rural.”


A Empresa Brasileira de Extensão Rural (Embrater) foi extinta em 1990 pelo ex-presidente Fernando Collor de Mello. Em 2003, foi criado o Departamento de Assistência Técnica e Extensão Rural (Dater), órgão do Ministério de Desenvolvimento Agrário, para regulamentar a extensão rural e formar novos agentes.

Qualidade do leite
Uma norma do Ministério da Agricultura, publicada no fim de 2011, diminuiu o impasse entre governo e produtores sobre a qualidade do leite no país. O tema também foi debatido nas reuniões da subcomissão ao longo do ano passado.

A Instrução Normativa 62/11 determinou que o leite produzido nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste pode ter até 600 mil bactérias por mililitro. O valor anterior era de, no máximo, 750 mil. A quantidade de bactérias será diminuída gradativamente até chegar ao limite mínimo de até 100 mil. No Norte e Nordeste do país, as novas exigências começam a ser cobradas em janeiro de 2013.

Segundo o secretário de Defesa Agropecuária Substituto do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Ênio Antonio Marques Pereira, a qualidade do leite deve ser garantida com um trabalho conjunto da cadeia produtiva e dos poderes públicos, para auxiliarem com estradas e energia elétrica para as fazendas.


O presidente da Comissão Nacional de Pecuária de Leite da Confederação Nacional de Agricultura e Pecuária (CNA), Rodrigo Sant’Anna Alvim, também ressaltou a necessidade de uma maior participação do poder público para garantir a qualidade do leite. Ele afirmou que para permitir que a entrega seja feita a cada 48 horas é necessário garantir a infraestrutura para escoar a produção de leite.

A Instrução Normativa 51/02 do ministério previa inicialmente uma redução do limite de Contagem Bacteriana Total (CBT) para 100 mil por mililitro em julho de 2011, depois o prazo foi prorrogado para janeiro de 2012 e, agora, depois da pressão dos produtores, passou para 2016.

Continua
Subcomissão quer dar voz política à cadeia produtiva do leite

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