Proteção à base de patrulha privada
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Agronegócio

Proteção à base de patrulha privada

Sistema monitora movimentação de pessoas e veículos em fazendas da região central do estado. Criação do serviço exigiu investimento de R$ 500 mil, diz empresário
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Sistema monitora movimentação de pessoas e veículos em fazendas da região central do estado. Criação do serviço exigiu investimento de R$ 500 mil, diz empresário

Um grupo de 350 produtores rurais de Guarapuava adotou um sistema de segurança privada com patrulhamento 24 horas por dia em dezenas de fazendas agropecuárias da região para inibir os roubos de máquinas, insumos e animais. O serviço de monitoramento antiassaltos controla toda a movimentação de pessoas e veículos na área protegida e, segundo os usuários, complementa o trabalho da polícia. Apesar de os vigilantes não circularem armados, o serviço estaria afastando bandos especializados em atacar propriedades distantes da zona urbana.

O projeto vem sendo estruturado há cinco anos e conta com opções como alarme eletrônico e rede de câmeras. As asslatos são mais frequentes às vésperas do plantio, quando os galpões ficam carregados de insumos. Para se ter uma ideia, uma caminhonete simples é capaz de carregar volume de agrotóxicos que vale mais de R$ 100 mil.

Em discussões coordenadas pelo Sindicato Rural de Guarapuava, eles decidiram contratar uma empresa de segurança e prevenir os ataques.

Antes da implantação do projeto, foram feitos estudos sobre a dimensão a ser monitorada, a quantidade ideal de agentes e o melhor local para se instalar as bases de operação. A empresa contratada foi o Grupo Zanardo, que é de Santa Catarina e tem 17 unidades de negócios no Sul do Brasil. Até então, a companhia atendia apenas o setor urbano. Hoje possui três bases do novo serviço, em Guarapuava, Candói e Pinhão. Segundo o diretor presidente da empresa, Ivan Zanardo, o investimento foi de aproximadamente R$ 500 mil, mas o negócio no campo deu certo.

O representante do Sindicato Rural que coordenou as discussões, Cláudio de Azevedo, afirma que os produtores sentiam-se inseguros contando apenas com a segurança oficial. Mesmo com o monitoramento, não eliminaram os riscos, mas estão mais tranquilos, relata. “O projeto ainda não é 100%, mas os produtores sentem-se mais protegidos.” Ele acredita que muitos assaltos foram evitados. “Até mesmo a placa da empresa de monitoramento ao lado da porteira da propriedade é um fator que inibe a entrada de pessoas mal intencionadas.”

Além de inibir a entrada de assaltantes, o projeto tem, desde 2005, o propósito de evitar invasões de caçadores e grupos sem-terra. “Nossa ideia era que, a partir de um sistema de monitoramento, tivéssemos informações relacionadas a movimentações de pessoas próximas às propriedades”, complementa Azevedo. Na época, o Sindicato Rural chegou a criar uma comissão de assuntos fundiários que discutia estratégias de segurança nas propriedades.

O interesse dos produtores pela proteção privada é crescente, o que ajuda a viabilizar o serviço, relata. O monitoramento estaria passando por constantes revisões. “O sistema cresceu e está em fase de consolidação. Um fator fundamental foi a integração da empresa com os órgãos oficiais de segurança”, avalia Azevedo.

O diretor do Grupo Zanardo afirma que a empresa de segurança enfrenta na região de Guarapuava os mesmos problemas que atrapalham o trabalho da polícia. “Tivemos muita dificuldade de acesso às propriedades para atendimento, devido às más condições das estradas.” Segundo ele, esse fator exigiu maior investimento em veículos ágeis e apropriados para a lama e a poeira. Zanardo afirma que a prestadora de serviço se adaptou à legislação que rege a atividade de segurança patrimonial.

Os agentes fazem rondas sem horário definido durante dia e noite. “O monitoramento rural é um conjunto de ações sistematizadas”, define o empresário. Ele argumenta que a prevenção é o objetivo do serviço. Segundo Zanardo, os funcionários são treinados para, em caso de assalto a alguma propriedade monitorada, acionarem as autoridades policiais. A equipe solicita o atendimento da ocorrência e deixa o trabalho repressivo para a Polícia Militar, sustenta.

O custo para os produtores rurais varia de R$ 120 a R$ 160,00 por mês. Para monitorar a empresa, eles recebem um relatório mensal que especifica as rondas realizadas em sua propriedade. Segundo a prestadora de serviço, após a implantação do monitoramento rural, o roubo de máquinas e agrotóxicos nas propriedades monitoradas caiu a zero. “O monitoramento rural inibe diversas situações de crimes contra o patrimônio dos proprietários rurais, principalmente furtos de máquinas, implementos agrícolas, animais, assim como a entrada de caçadores, pescadores, veículos ou pessoas em atitudes suspeitas”, observa Zanardo.

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