Pulverização para combater o Aedes é um risco, adverte cientista

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Pulverização para combater o Aedes é um risco, adverte cientista

Além da contaminação do solo e da água, há a possibilidade de gerarmos mosquitos mais resistentes, diz especialista.
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Sancionada pelo presidente interino, Michel Temer, a lei com medidas de combate ao mosquito transmissor da dengue, Aedes aegypti, que permite a dispersão por aviões de inseticidas, é um risco. Essa é a avaliação do cientista que há 11 anos coordena estudos sobre o Aedes, o médico e professor da PUCRS, Fernando Kreutz. Ele alerta para consequências danosas para a saúde da população e do meio ambiente.

"É uma inconsequência pulverizar produtos químicos no ar, pela probabilidade de contaminação do solo, água e ar. Não é possível prever o que essa medida pode trazer de riscos para a saúde de pessoas e animais, além da possibilidade de gerarmos mosquitos resistentes", adverte Fernando.

Ele pondera que vivemos um período de necessidade de medidas urgentes para combater o mosquito, mas que isso não pode ser motivo para ações que podem trazer resultados ainda mais negativos no futuro, com impactos significativos para a saúde de pessoas e do ambiente. "imagina estar em nossas residências recebendo inseticida em nosso ar?", questiona.

Kreutz defende a adoção de medidas permanentes para o controle do vetor, a partir de ações preventivas de eliminação de focos. O uso de larvicida biológico tem trazido benefícios claros na redução de focos de mosquito em áreas públicas. "A disponibilidade de utilizar este produto em casas também é importante para o controle dos focos de mosquito". Ele aconselha que as mesmas ações de prevenção, como eliminar os focos de água parada, usar repelente, tela, roupas compridas, e, agora a aplicação do larvicida biológico para uso doméstico, devem continuar fazendo parte da rotina das famílias. "Precisamos alinhar nossas ações, sempre respeitando o ambiente e o cuidado com a nossa saúde".

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