Putin eleva expectativa sobre venda de carne

Agronegócio

Putin eleva expectativa sobre venda de carne

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O desembarque em Brasília do presidente da Rússia, Vladimir Putin, aumenta a expectativa da pecuária brasileira para a liberação das exportações. Esta é a primeira visita de um presidente ao Brasil, que veio do Chile, onde participa da reunião do Fórum de Cooperação Econômica da Ásia-Pacífico (Apec). Hoje, Putin se encontra com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, às 11h20min, no Palácio do Planalto. Após o encontro haverá almoço no Itamaraty e o presidente russo embarca às 15h para o Rio de Janeiro, onde cumpre agenda privada. Apesar de o Itamaraty negar que a visita possa gerar mudanças imediatas nas relações comerciais, a diretora do Departamento de Europa do Itamaraty, embaixadora Maria da Graça Carrion, destaca que a questão estará em pauta. “A agenda dos presidentes é aberta e é claro que o tema da carne, que é prioritário para o Brasil, estará entre os assuntos tratados”, diz.

A embaixadora afirma, no entanto, que este é um tema que vem sendo negociado no âmbito da Organização Mundial do Comércio (OMC) e informa que o Brasil não vai condicionar o pleito russo do apoio brasileiro à entrada do país na OMC à ampliação da cota da carne. “O Brasil apoia inteiramente o ingresso russo na OMC. A Rússia é um parceiro da maior relevância e o ingresso na OMC vai ser muito bom, não só para o Brasil, mas para o comércio mundial”, diz. A questão do embargo da carne, segundo Maria da Graça, está sendo analisada pelos técnicos do Serviço Federal de Supervisão Veterinária e Fitossanitária da Rússia, que estão em Brasília e a suspensão vai depender dos resultados da inspeção.

No país desde terça-feira, a missão russa colheu informações em Paulínia, no interior de São Paulo, onde conheceu um laboratório de vacinas, visitou um frigorífico e uma fazenda no Paraná. Esta semana, os veterinários russos irão ao Centro Panamericano de Febre Aftosa, no Rio de Janeiro e até a divisa de Tocantins com o Pará para conhecer o sistema de “zona tampão”, adotado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) para isolar áreas livres de aftosa de zonas infectadas.

No sábado, o secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Maçao Tadano, se reuniu com o diretor do Serviço Federal de Supervisão Veterinária e Fitossanitária da Rússia, Sergei Dankvert. Foram avaliadas as informações colhidas até agora pelos russos que poderão resultar no fim do embargo às carnes brasileiras.

Embora a Rússia tenha levantado no dia 16 de novembro o embargo às importações de produtos de Santa Catarina, as vendas dos demais estados continuam suspensas. Segundo o secretário da Agricultura do Estado, Odacir Klein, o Rio Grande do Sul vai continuar pressionando para a abertura das exportações gaúchas.

No ano passado a venda de carne para aquele país rendeu US$ 54 milhões e no acumulado de 2004, até outubro último, chegou-se a US$ 72 milhões. A carne representa 45% da pauta das exportações brasileiras para a Rússia e vem seguida do açúcar, com 40%.

As exportações totais do Brasil para a Rússia até agosto chegaram a US$ 1 bilhão, e as importações, a US$ 482,7 milhões, com saldo positivo para o Brasil de US$ 541,7 milhões. Em 2003, o comércio entre os dois países atingiu US$ 2 bilhões e o esforço do governo brasileiro é pela ampliação desse volume para a casa dos US$ 6 bilhões até 2006.


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