Qual o papel do manejo fisiológico para grandes culturas?

Imagem: Pixabay

MANEJO FISIOLÓGICO

Qual o papel do manejo fisiológico para grandes culturas?

Primeiro passo é utilizar uma semente com alto vigor
Por: -Aline Merladete
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A Fertiláqua tem realizado semanalmente transmissões online com representantes do seu corpo técnico e especialistas do agronegócio para debater principais pontos da agricultura e auxiliar os produtores com dicas e orientações que, até então, eram dadas no campo.

Neste mês, em uma das edições, o especialista convidado foi Elmar Floss, professor e doutor em agronomia, no setor há mais de 30 anos. Ele abordou o tema: Manejo fisiológico para grandes culturas.

Abrindo a discussão, ele destacou o papel importantíssimo que a fisiologia vegetal possui hoje e trouxe um panorama do que aconteceu ao longo do tempo até este momento. “Foram muitas mudanças na agricultura. Acompanhei etapas importantes como a transformação dos solos ácidos e pobres em nutrientes para solos férteis, a primeira grande revolução. Depois, a chegada da semeadura direta, com controle de erosão; o melhoramento genético, modificando os cultivares. E mais recentemente, o controle de pragas e doenças e a era dos transgênicos, que mudou completamente grandes cultivos como soja e milho. Isso permitiu que o Brasil se abrisse para tecnologia importada, para que empresas de fora trouxessem novos manejos para aumentar a produtividade. Hoje vivemos a agricultura 4.0, com a nanotecnologia eletrônica e biológica”, comenta.

Para um efetivo manejo fisiológico em grandes culturas, o professor apontou que o primeiro passo é utilizar uma semente com alto vigor, bem tratada com fungicida, inseticida e bioestimulantes, pois a qualidade fisiológica da semente é fundamental para uma boa lavoura. Em seguida, deve-se se preocupar e ajudar a planta a formar raiz. Para aumentar a absorção de água e nutrientes, é necessário um maior volume de raiz; sendo também importante o solo estar bem arejado para que essa raiz se desenvolva e produza energia de forma eficiente.

Segundo Floss, quanto mais estruturado for o sistema radicular, mais cedo será a ramificação, sendo fundamental para aumentar o número de nós e consequentemente mais axilas florais. Quanto mais cedo a ramificação, maior a chance de criar uma planta mais arbustiva (engalhada), com maior incidência de luz, que facilita a tecnologia de aplicação de inseticida e fungicida e aumenta o principal componente de rendimento de soja, que é a vagem.

“Hoje também sabemos da importância das propriedades física, química e biológica do solo para um sistema radicular mais desenvolvido, que depende de uma semente vigorosa, de boa qualidade de semeadura com temperatura, umidade e profundidade adequadas, da eliminação de impedimentos químicos e biológicos para acabar com pragas de solo e do uso de biorreguladores, de aminoácidos e de ácidos húmicos e fúlvicos. Uma planta bem produtiva é aquela que tem equilíbrio nutricional, hormonal e sanidade”, esclarece.

Elton Hizuka, coordenador de desenvolvimento da Fertiláqua, também participou da live e trouxe sua percepção em relação a culturas perenes. “No café, também é necessário fazer com que a planta tenha mais raízes, com a mesma importância que para soja, por exemplo. Raízes são órgãos de reserva, que acumulam carboidratos. Onde se consegue ter um manejo, com maior enraizamento, observa-se que quando vem a chuva após um período de seca, o início da planta vem mais agressivo comparado onde não foi feito o manejo de solo, planta e raiz”, pontua Hizuka.

Um componente muito utilizado no manejo de grandes culturas são os precursores hormonais. Seja via tratamento de sementes, para garantia de uma boa germinação e vigor da plântula, que depende também da hidratação; junto a herbicidas, auxiliando na continua formação de raízes, no encurtamento de entrenós e na ramificação lateral. Vale lembrar que a aplicação não deve ser feita tardiamente, pois pode cair o rendimento da cultura.

“O balanço hormonal deve ser feito em dois momentos: para estimular o sistema radicular e no pegamento de flor. Em lavouras de alta tecnologia que buscam mais de 80 sacas por hectare, pode fazer em mais um, para ajudar a manter a duração de área foliar verde e sadia por mais tempo”, afirma Floss.  

O indutor de resistência, que faz parte da nanotecnologia biológica, é outra tecnologia aplicada no campo, uma vez que atualmente só o uso de fungicida ou inseticida, produtos químicos, não tem sido a solução. Para ter uma planta com sanidade, tem que combinar as melhores soluções, no momento certo de aplicação em cada fase. Além disso, é preciso ter equilíbrio nutricional: é fundamental que não tenha deficiência de nutrientes como potássio, cálcio, magnésio, cobre, zinco e, em alguns casos, o boro, que ajudam a diminuir a incidência de doenças e a sanidade.

Manejar a arquitetura foliar é outro item de importância, devido à fotossíntese. “A folha é a fábrica da planta. A partir da energia solar e da água, ela produz toda a biomassa seca. Precisa-se aumentar a eficiência de aproveitamento da luz na folha para se manter viva e produtiva e alcançar no final do ciclo altos rendimentos”, conclui o especialista.

Para participar das próximas lives, que acontecem as terças e quintas-feiras, às 19 horas, basta acessar o perfil da Fertiláqua no Instagram: @fertilaqua e no Youtube: youtube.com/fertilaquaoficial, onde as lives também ficam disponíveis. E mais informações sobre os programas da companhia no website: http://fertilaqua.com/.

Informações da Assessoria de Imprensa Fertiláqua.


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