Quarta revolução industrial irá impactar no campo, afirma presidente da Monsanto

Agronegócio

Quarta revolução industrial irá impactar no campo, afirma presidente da Monsanto

A tecnologia está entrando no campo e está mais acessível, porém ainda traz altos custos para os produtores
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A tecnologia está entrando no campo e está mais acessível, porém ainda traz altos custos para os produtores. Segundo o presidente da Monsanto na América do Sul, Rodrigo Santos, as mudanças que estão por vir com a tecnologia podem ser chamadas de "quarta revolução industrial" e devem impactar na agricultura.

É crescente hoje no campo a presença de tecnologia, sejam em máquinas agrícolas ou até mesmo na palma da mão dos produtores, através de celulares e tablets, e nos céus, com drones e satélites.

Conforme o presidente da Monsanto na América Latina, Rodrigo Santos, durante o Fórum Mais Milho, realizado em Cuiabá na semana passada, a tecnologia está ajudando na gestão do agricultor. "Essa revolução atingirá o campo desde a gestão de insumos até a entrega. Hoje, há uma rede de supermercados no Brasil que monitora todo o gado que ela compra, por exemplo”.

Durante o painel “Mais produção: as tecnologias e manejo para a produção de milho”, o diretor comercial da FMC, Marcelo Magurno, afirmou que a “tecnologia na agricultura é fato hoje”. “Numa mesma região podemos um produtor produzindo 85 sacas de milho por hectare e outro colhendo 150 sacas por hectare. A indústria é demandada para reduzir os custos da tecnologia, mas uma coisa é falar de custo perante essa diferença de produtividade. Precisamos desafiar mais nosso produtor, principalmente de milho”.

A resistência das pragas, segundo o chefe geral da Embrapa Milho e Sorgo, Antônio Purcino, é o principal fator para a elevação do custo de produção hoje. “A agricultura brasileira precisa que o produtor saiba o andamento da lavoura e ver onde precisa de mais manejo”.

Na ocasião o presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), Endrigo Dalcin, destacou que a legislação das áreas de refúgio precisa passar por aprovação “o quanto antes”.


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