Quebra de 2,12% na safra de cana
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Agronegócio

Quebra de 2,12% na safra de cana

A causa da diminuição do volume da matéria-prima foi o clima desfavorável à colheita no primeiro terço da safra, com o regime de chuvas afetando o aproveitamento de tempo de moagem
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Como mais de 50% da cana-de-açúcar já foi efetuada no Centro-Sul do País, A União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica) prevê quebra de 2,12% na safra 2008/2009, o que representa redução de 10,6 milhões de toneladas de cana. Com isso, a produção deverá ficar em 487,6 milhões de toneladas. A causa da diminuição do volume da matéria-prima foi o clima desfavorável à colheita no primeiro terço da safra, com o regime de chuvas afetando o aproveitamento de tempo de moagem. Também contribuíram para esta quebra a alta umidade relativa do ar, que tem dificultado a colheita mecanizada à noite, o atraso no início de moagem das novas unidades produtoras com início de atividades previsto para este ano, bem como o adiamento no início de atividades de algumas novas usinas. Tanto que das 32 unidades previstas para a safra atual, três não iniciarão a moagem neste ano e 11 ainda não entraram em operação, devendo iniciar a moagem a partir de setembro. As demais unidades (18) já estão em operação. A atualização dos números, porém, aponta que deve haver aumento de 13,1% em relação à moagem da safra 2007/2008. A produção de açúcar deve atingir 26,5 milhões de toneladas, ante 26,2 milhões na safra anterior, enquanto a produção de etanol deve chegar a 23,86 bilhões de litros, contra 20,34 bilhões do período anterior.

Limpa e renovável

Atualmente, a cana-de-açúcar responde por 16% da matriz energética brasileira, uma das mais limpas e renováveis do mundo, atrás apenas do petróleo e derivados (37%). Da planta aproveita-se o caldo, o bagaço e a palha para produção de açúcar, etanol, adubo e bioeletricidade, com vantagem de reduzir impactos ambientais e gerar créditos de carbono. Segundo o assessor econômico da Unica, Luciano Rodrigues, mais de cem países poderiam produzir biocombustíveis para 200 nações, utilizando esta matéria-prima, enquanto apenas 20 produtores de petróleo fornecem combustível fóssil para todo o mundo. O setor sucroalcooleiro prevê que, até 2010, mais de 450 unidades produtoras de açúcar e álcool estejam funcionando, diante das atuais 410 usinas. Os investimentos devem chegar a US$ 33 bilhões na instalação de novas unidades até 2012, segundo afirmações de Rodrigues, durante palestra na 1ª Semana do Etanol: compartilhando a experiência brasileira”. O encontro promovido pelo Ministério da Agricultura, que está sendo realizado em Araras (SP), reúne representantes do governo e de empresas privadas de mais de 30 países da América Latina, Caribe e África.

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