Quebra de safra encarece preço da banana
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Agronegócio

Quebra de safra encarece preço da banana

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A fruta mais popular do Brasil e do mundo ficou mais cara no mercado interno em abril. Problemas climáticos nas principais regiões produtoras afetaram a oferta interna e as exportações da fruta. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) estima uma redução de 1,94% na safra nacional, para 6,64 milhões de toneladas.

Em São Paulo, que abastece o Sul do país e o Mercosul, o preço pago ao produtor subiu 11% em abril, e 22,2% nos últimos 12 meses, para R$ 9 a caixa de 20 quilos, segundo o Instituto de Economia Agrícola (IEA), vinculado à Secretaria de Agricultura do Estado.

"O preço deveria ter recuado com a entrada da safra em fevereiro, mas a produção menor sustentou o mercado", afirma Luiz Antônio Penteado, diretor da Coordenadoria de Assistência Técnica Integrada (Cati), também ligada à Secretaria de Agricultura.

As enchentes no Vale do Ribeira (responsável por 79% da produção) em fevereiro e março derrubaram parte das plantações. A colheita será de 1,12 milhão de toneladas, ou 2% menor, segundo o IEA. A entidade estima prejuízos até 2005, quando as novas plantas começarão a dar frutos. Também sustentou os preços o aumento de 28,28% das exportações paulistas em abril, para 4,8 mil toneladas, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior.

Em Santa Catarina, a passagem do ciclone Catarina, em março, destruiu 50% da produção no litoral norte, que abastece Sul e Sudeste do país, segundo dados da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), ligada à Secretaria de Agricultura catarinense. Conforme o Instituto de Planejamento e Economia Agrícola de Santa Catarina (Icepa), também ligado à secretaria, os preços pagos aos produtores subiram 9% no mês passado.

As exportações de Santa Catarina para o Mercosul recuaram 33,24% no trimestre, para 30,2 mil toneladas. "As vendas externas só não foram mais afetadas porque a maior parte do volume vem do litoral sul", diz Admir Souza, engenheiro agrônomo do Icepa.

Maior exportador em receita, o Rio Grande do Norte sofreu com as chuvas no trimestre e reduziu os embarques em 27,61% no período, para 10,5 mil toneladas. A produção deve recuar 0,25% na safra, para 157,5 mil toneladas, segundo o IBGE. As exportações totais brasileiras recuaram 32,46% até março, para 47,29 mil toneladas.


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