Queda do PIB perde ritmo em Minas Gerais

Agronegócio

Queda do PIB perde ritmo em Minas Gerais

No segundo trimestre foi registrada alta de 0,1% em relação ao período anterior.
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No segundo trimestre foi registrada alta de 0,1% em relação ao período anterior

Apesar de o Produto Interno Bruto (PIB) de Minas Gerais ter registrado leve alta de 0,1% no segundo trimestre deste ano frente aos três meses anteriores, no semestre, o PIB estadual caiu 4,1% na comparação com o mesmo período de 2015. A queda, no entanto, vem perdendo ritmo.

Enquanto o PIB mineiro aumentou 0,1% no segundo trimestre deste ano frente ao trimestre anterior, em 2015, na mesma base de comparação, foi apurado recuo de 2%. Se considerado o período entre abril e junho deste ano frente ao mesmo período do ano passado, a queda foi de 2,8%. Já na comparação entre o segundo trimestre de 2015 e o mesmo período de 2014, a variação foi negativa em 3,3%.

O desempenho do PIB do Estado durante o primeiro semestre, apesar de negativo, foi melhor do que o resultado nacional, onde a queda foi de 4,6% em relação aos mesmos meses do ano passado. Os dados foram divulgados ontem pela Fundação João Pinheiro (FJP).

O melhor resultado do PIB mineiro no segundo trimestre deve-se, principalmente, ao agronegócio e, em especial, à produção de café no Estado.

Enquanto o PIB de Minas encolheu 4,1% no semestre, o PIB da agropecuária cresceu 7,2% sobre o mesmo período de 2015. Para o especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental da FJP, Thiago Almeida, “o setor continua demonstrando dinamismo”. “O café foi o grande responsável pelo resultado do agronegócio”, disse.

“Estamos em plena colheita e isso movimenta a economia do Estado e principalmente de municípios produtores. Além disso, a cultura do café tem grande demanda por mão de obra nessa época. O café está fazendo a economia de Minas girar”, completou o diretor da Federação da Agricultura do Estado de Minas Gerais (Faemg) e presidente das Comissões de Cafeicultura da entidade e Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Breno Mesquita.

O diretor da Faemg explicou que a cultura do café é bienal e, apesar de ter sofrido com os efeitos da seca nos dois anos anteriores, 2016 está sendo um ano de ciclo alto. Só para se ter uma ideia, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta que a produção estadual para este exercício deve chegar entre 28 milhões e 29 milhões de sacas contra de 21 milhões a 22 milhões de sacas em 2015, um crescimento de pelo menos 27%.

Entretanto, para o próximo ano, ainda há dúvidas sobre o desempenho da cultura cafeeira no Estado. Mesquita explicou que, uma vez que este ano o ciclo é alta, 2017 será um ano de colheita baixa, com a produção também impactada por problemas climáticos ao longo deste exercício. “Essa a grande incógnita”, lamentou.

Serviços

Já o PIB de serviços no Estado caiu no primeiro semestre contra o mesmo intervalo de 2015, com queda de 2,8%. Nesta comparação, dentro do segmento, no comércio a retração foi de 7,5%; nos transportes (-4,6%); na administração pública (-0,2%); enquanto nos aluguéis registrou alta de 2,3%.

No segmento de “outros serviços”, que inclui serviços de alojamento e alimentação, informação e comunicação, serviços financeiros e serviços prestados às empresas, por exemplo, a queda do PIB no primeiro semestre foi de 5,8% frente ao mesmo intervalo de 2015.

“É importante destacar que esses serviços estão atrelados ao consumo das famílias. Sabemos que o endividamento está aumentado, a inadimplência também e ainda tem o desemprego. Esse foi o motivo que puxou o resultado do setor para baixo”, pontuou o especialista da FJP, Thiago Almeida.

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