Queda na produção de carne bovina do Reino Unido não deve causar aumento de preços
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Agronegócio

Queda na produção de carne bovina do Reino Unido não deve causar aumento de preços

Por: -Admin

A massiva queda na produção de carne bovina no Reino Unido não deve influenciar aumento nos preços de mercado deste produto, mas contribuirá com uma maior absorção das importações a preços baixos, informou o chefe executivo do Scottish ANM Group, Brian Pack, durante a conferência sobre as perspectivas de mercado, ocorrida na Universidade Heriot Watt.

A auto-suficiência no setor de carne bovina no Reino Unido caiu dramaticamente de 109% em 1995 para cerca de 70% este ano e, para 2003, a projeção é de 65%. Pack disse que, se a produção doméstica permanecer em um nível bem abaixo da demanda, a auto-suficiência nacional cairá ainda mais. As importações de carne bovina pelo Reino Unido neste ano deverão ficar em torno de 214 mil toneladas, incluindo 114 mil toneladas da Irlanda.

"Os produtos importados são uma parte essencial de nosso mercado se quisermos ter pessoas comendo carne bovina e deverão ter um papel principal na decisão dos preços. A crença de que a redução da oferta de carne britânica resultará em um fortalecimento dos preços ao produtor é seriamente falha", acredita o chefe executivo. A dificuldade de obtenção de bônus pela carne bovina produzida no Reino Unido também está aumentando pelo fato de que 45% do consumo doméstico de carne bovina estão sendo feitos na forma de carne moída. Este fator, associado ao rápido crescimento da participação de mercado feita pelas refeições prontas, torna a obtenção de bônus ainda mais difícil.

Os esforços para se obter uma forma mais justa de divisão do preço pago pelos consumidores no varejo através da cadeia de alimentos têm apresentado pequenos impactos. A solução para a carne vermelha, disse Pack, está em desenvolver um verdadeiro mercado spot com instrumentos para hedging ou contratos de preços fixos que cubram períodos razoáveis de preços, como por exemplo, contratos de seis meses. Porém, ele alertou que nenhuma destas alternativas irá reverter a tendência do amplo mercado europeu.


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